
Imagina o quanto de artistas globais vão vestir camisas brancas com algum logo colorido idiota fazendo você acreditar que o evento é sim a coisa mais legal do mundo. Já estou até vendo estrelas do calibre de Luigi Bariccelli, Eloisa Pericè e qualquer estrelinha infanto-juvenil de 29 anos da Malhação falando asneiras do tipo: “Vamos ajudar nosso país a ser sede do maior evento do mundo! Isso vai trazer educação, segurança e muitos outros benefícios para nossa cidade maravilhosa!”
Imagina o quanto de dinheiro público não vai ser investido nesse colosso tropical? São caminhões de dinheiro! Rios de dinheiro (Hã, hã, entendeu o trocadilho?!) para simplesmente tudo ficar às traças após singelas duas semanas de muita “peliprécias”!
Porém se o problema fosse só o orçamento para o evento, seria questionável, mas talvez plausível. O grande problema é a falta de noção do departamento financeiro que orça estas porras.
As obras sempre começam com um orçamento de R$ X milhões. E sempre acabam, a duas semanas do começo do evento em um jornal qualquer com uma manchete no estilo “Olimpíadas extrapola orçamento em 2500% e já está custa R$ XY bilhões ao cofres públicos”. Como bem disse meu amigo Paulo Drago, se eu, no meu trabalho, errar uma conta ou qualquer tipo de ação nesta margem de erro, eu estou no olho da rua. Mas no governo, nas obras faraônicas e tudo mais, tudo é possível! É como eles estivessem jogando Sim City 3000 com aquelas trapaças de dinheiro infinito, pouco se fodem se está quebrando ou não o caixa.
O Brasil é um país muito bacana, mas neste ponto ainda é uma república das Bananas. Ainda é um Peru ou Bolívia. E que me perdoem os indiozinhos destes países. Afinal, terem o caráter confundido com o de cariocas é no mínimo um belo motivo para a porrada comer.
Além de toda essa prosa a respeito de finanças e falcatruas, eu nem mencionei o grande comprometimento que existe naquela cidade. Não dá para contar com a organização do Rio de Janeiro. Queira ou não, eles não são uma cidade séria. A polícia é corrupta e o povo ao invés de votar, prefere ficar na praia tomando um sol no Méyeerrr... Lembram do Pan Americano de 2007?
Os caras atrasaram quase todas as obras, tudo ficou pronto de véspera. O Rio de Janeiro, salvo raras exceções não sabe promover grandes eventos. Pode ser até a cidade mais bonita do mundo, com o Skyview mais fantástico, mas infelizmente isso é muito limitado e pouco relevante diante de um torneio deste calibre. A atmosfera do Rio é tão fanfarronica que eu não duvido que muitos atletas irão cair na farra, ficar de ressaca e todos os desempenhos olímpicos serão muito aquém do esperado. Ainda mais para os gringos, que consideram estar na cidade maravilhosa um belo motivo para honrarm o lema “É muita cachaça! Muito Cigarro e muita bunda!”
Imagine a delegação sueca ao verem as mulatas do Sargentelli. Irão para a Lagoa Rodrigo de Freitas, que até lá estará limpa, assim como até lá o Fluminense será campeão da Libertadores, em um nível de cansaço que farão o técnico deles nem se preocupar em sair da zona do dia anterior, afinal eles irão perder a semifinal do remo mesmo.
Além de toda a queda de desempenho olímpica, o Rio irá propor novas modalidades olímpicas como o Desvio De Bala Perdida e Corrida de Arrastão. Pelo menos teremos duas medalhas de ouro para o Brasil! Prepare a voz, Galvão!
Falando sério agora, eu acho um absurdo não levaram para São Paulo uma candidatura olímpica no Brasil. Temos nossos problemas, mas a capacidade olhística do paulistano é muito superior ao do carioca. Parecemos civilizados perto da bagunça que é o Rio. Temos calibre para fazer grandes eventos, estrutura e muito mais a oferecer ao mundo em termos de uma nova cultura do país, aquele que trabalha, por exemplo. Além de serviços e capacidade de gerar uma boa mensagem. Lógico que há também problemas. Mas nós somos trabalhadores natos.
Mas, boa sorte ao Rio de Janeiro. A gente gosta de vocês, o problema é que não confiamos. A cidade é como aquele seu brother de balada. Você conta com ele para tomar uma caipirinha, mas não para te ajudar em uma planilha de excel.