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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mapa do Brasil visto por paulistas


Sei que o mapa acima é um tanto quanto sensacionalista, exagerado, polêmico e mostra o egocentrismo paulista. Todavia, consigo visualizar muitas verdades nele.

Vejamos:

Visão geral da Região SUL
Como já foi dito pelo nosso tão sábio e refinado presidente, trata-se de uma região exportadora de viados (vide Pelotas). A quem diga que os sulistas, com sua conhecida soberba, foram influenciados por argentinos que por um caso tb são maricons.
Nos apaixonamos pelo sotaque das gostosas do sul. Foi amor a primeira vista e casaríamos com qualquer uma. E deve ser por isso que os caras que vem do sul tem fama de viado. Não conseguimos aceitar o sotaque das gostosas em fisionomias masculinas.

Espírito Santo
Para muitos uma região inabitada, ou seja, sem muita importância mesmo. Desta região nasceu a famosa frase "Terra de ninguém". Porque ninguém veio de lá. Talvez um primo ou parente distante. Também conhecida por ser foco de doenças como a dengue ou a própria gripe suína.

Acre
Nem o globo repórter fez matéria lá. Então, realmente não existe.

Duplas Sertanejas
Não tem nem oq falar dessa região. As duplas sertanejas se auto-ajudam para que a tradição nunca morra. Quem já é veterano de guerra patrocina as duplas novatas. E assim caminha o legado. Se não existissem as duplas sertanejas, essa região entraria facilmente no "Só Mato". Extremamente caipira e famosa por quermesses, a região fez com que surgissem em Brasilia as tão conhecidas e adoradas quadrilhas.


Rio de Janeiro
Apesar de ser um paraíso, ter mulheres gostosissimas e a bohemia rolar solta, o carioca é conhecido por sua arrogância, prepotência e malandragi (vide cidadão modelo, o baixinho Romário). Isso levou a comparação com argentinos, que também são arrogantes. Fora que o futebol carioca é motivo de chacota por esse Brasil varonil, o mesmo que acontece com o futebol argentino.

Minas Gerais
Sim, uma região conhecida por queijos, não tem jeito. Façamos um pouco de justiça até, pois é um lugar cuja culinária é extramente rica. Oq resta? Emprego? Não tem... Praia? Não tem... Mulheres? talvez. Eh melhor ficar com o rótulo de queijo mesmo que ta bão dimaissssss...

Bahia
ahhh a Bahia! Voce se forma na escola e vai pra onde? vai pra Bahia! Voce sai de férias e vai pra onde? Salvador! Quando voce não tah pegando ninguém, vai pra onde? Vai pra uma micareta, na Bahia! Lua de mel é na Bahia! Viagem do aniversario de 25 anos dos seus pais? É Bahia maluko! Viva a Bahia, o maior estado do mundo!

Só Mato
Eu vou fazer uma correção. O nome dessa região deveria ser "Só Mato e Bicho". O Brasil é antes de mais nada conhecido pelo seu verde. Ah que lindo! Mato Grosso, Tocantins, Pará, Amazonas... é tudo mato ! num produz nada, num gera riqueza nenhuma, nenhuma empresa quer construir fabricas, num tem mulher gostosa, num tem carro... só bicho e mato. Como disse o borrifador Paulo em referência a Belgica, esta uma região também pode ser usada como unidade de medida em escalas variadas (ex: aquela região equivale a tres amazonas).

São Paulo
em poucas palavras, a locomotiva do Brasil, ponto final.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Los Hermanos e seus fãs - chatos a valer


Hoje eu não tenho muito tempo, como bem disse o Rodolfus, então serei breve na minha borrifada.

Pensei em escrever sobre a nova lei do fretado em SP. Mas o pessoal fala demais sobre isso, serei breve:
1- ô Prefeitura, que falta de capacidade em fiscalizar os fretados. Ficam criando essa lei aí , só porque não conseguem fiscalizar as vias.
E outra, quem achou que um ponto de ônibus seria suficiente para descer todo mundo na Berrini? Me aparece umas coisas como: “aprova a lei aí, vamos ver o que acontece, depois a gente arruma”.
2- Ô pessoal da firma. Fretado é ônibus. Não adianta achar que é táxi. Tem que seguir as regras dos ônibus.
Agora uma coisa é fato, é absurdo deteriorar o transporte coletivo ante o individual.

Também quero parabenizar a Prefeitura pela sua eficiente ação na Cracolândia. Basta alguns policias com armas em mão, assustar mendigos, e viciados com um “Xô xô”, típico de espantar cachorro que eles somem. Mas aviso, eles podem voltar.

Alguém me explica como , como 70% dos membros do Conselho de Ética do governo estão ligados a nepotismo e atos secretos? Vou abrir um partido. Será que se eu disser que sou honesto é muito clichê?

Que história foi aquela de prisioneiros saírem do Paraná, irem até o Rio e não poderem descer. E voltar para o PR? As notícias do Brasil parecem filme de ficção barato.

Como essa não fui lá uma grande borrifada, deixo um texto de uma excelente Borrifada do Adolar Gangorra. O BORRIFANDO assina embaixo.


COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS

Voltei para o Brasil há pouco tempo. Vivia com minha família na Inglaterra desde garoto. Estou morando no Rio de Janeiro há uns três meses e agora estou começando a me enturmar na Universidade. Não sei de muita coisa do que está rolando por aqui, então estou querendo entrar em contato com gente nova e saber o que tá acontecendo no meu país e, principalmente, entrar em bastante contato umas garotas legais, né?

Mas foi meio por acaso que eu conheci uma menina maneiríssima chamada Tainá. Diferente esse nome, hein? Nunca tinha ouvido. Estava procurando desesperadamente um banheiro no campus quando vi uma porta que parecia ser a de um. Na verdade, era o C.A. da Antropologia. A garota já foi logo me perguntando se eu queria me registrar em algum movimento estudantil de sei lá o que. Que bacana! Que politizada ela era! E continuou a me explicar a importância de eu me conscientizar enquanto enrolava em beque da grossura de uma garrafa térmica. Pensei em dizer que estava precisando cagar muito rápido, mas ela era tão gata que eu falei que sim. Tainá: cabelos pretos, baixinha e com uma estrutura rabial nota dez... Aí, acho que ela me deu um certo mole... Conversa vai, conversa vem, ela me chamou para um show de uma banda naquela noite que eu nunca tinha ouvido falar: Loser Manos. Nome engraçado esse! Estava fazendo uma força sobre-humana para manter a moréia dentro da caverna, mas realmente tava foda. Continuamos conversando e rindo. Ela riu até bastante, mas eu, na verdade, tava era mesmo rilhando os dentes porque assim ficava mais fácil disfarçar as contrações faciais que eu estava tendo ao travar o meu cu para não cagar ali mesmo na frente dela.

Pensando bem, eu tinha ouvido falar sim alguma coisa sobre essa banda lá na Europa ainda, mas não lembro bem o quê. Ah, acho que vi esses caras hoje no noticiário local dando uma entrevista. Achei que fosse uma banda de crentes tradicionalistas tipo Amish.Todos de barba, com umas roupas meio fudidas. Parecia até a Família Buscapé! Dão a impressão de ser uns sujeitos legais, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o jeito da repórter, como se fosse a fã nº 1 deles, como se estivesse cobrindo a volta do Beatles ou coisa parecida. Não entendi esse jeito "vibrão" de trabalhar. Bom, mas se eu conseguir ficar com o bicho bom da Tainá hoje à noite, já tô no lucro! Marcamos de nos encontrar na entrada do ginásio. Rapaz, acho que tô dando sorte aqui no Brasil!

Ia ser fácil achar essa garota no meio da multidão. Ela se veste de uma maneira estilosa, diferente, bem individual: sandália de dedo, saia indiana, camiseta de alça, uma bolsa a tiracolo e o mais interessante: um óculos retangular, de armação escura e grossa, engraçado até! Depois de uns mil "Desculpe, achei que você fosse uma amiga minha.", finalmente encontrei Tainá e seu grupo de amigos. Cacete, isso sim é que é moda! Parecia uniforme de escola!

Ela me apresentou suas amigas, Janaína e Ana Clara e seus respectivos namorados, Francisco e Bento. Uma mistura de fazendeiros com intelectuais. Um cara de macacão, de sandália de pneu e com ar professoral. Outro de colete, tênis adidas, óculos e também com ar professoral. Pareciam ser legais, "do bem" como eles mesmo falam... Mas que não me deram muita conversa. "Do bem", isso mesmo! Gíria nova... Todos aqui são "do bem". E que nomes tão simples e idílicos! Janaína, Ana Clara, Francisco, Bento e Tainá. Nada de Rogérios ou Robertos. E eu que já tava me sentindo meio culpado por me chamar Washington... Realmente estava no meio de uma nova época da juventude universitária brasileira!

Comecei a conversar com a Tainá antes que a banda entrasse no palco. Aí... acho que tá rolando uma condição até! Quem sabe posso me dar bem hoje? Ela começou a falar de música: "De quem você é fã?", perguntou. Pô, eu me amarro no George..." Ela imediatamente me interrompeu, dizendo alto: "Seu Jorge? Eu também amo o Seu Jorge!" Puxa, que legal! Ela gosta tanto do George Harrison que se refere a ele com uma intimidade única! Chama ele de "Seu"! Seu Jorge! Isso é que é fã! "Legal você já conhecer ele, hein? Eu sabia que ele ia se dar bem na Europa! O Seu Jorge é um gênio!", ela emendou. Pô, eu morava na Inglaterra. Como eu não ia conhecer o George Harrison?
Essa eu não entendi...
Logo ela perguntou quais bandas que eu gostava. "Eu curtia aquela banda da Bahia...".
"Ah, Os Novos Baianos, né?? Adoro também!" "Não, Camisa de Vênus! "Silvia! Piranha!" cantei, rindo. A cara que ela fez foi de quem tinha bebido um balde de suco de limão com sal. Senti que ela não gostou muito da piada. Tentei consertar: "Achava eles engraçados, mas era coisa de moleque mesmo, sabe?" Óbvio que não funcionou... Aí, acho que dei um fora...

Depois, Tainá foi me explicando que o tal Loser Manos é a melhor banda do Brasil, etc., etc., etc., e que eles "promovem um resgate da boa música brasileira". "Tipo Os Raimundos com o forró?", perguntei. "Claro que não!", disse ela meio exaltada! Ela me falou que não se pode comparar os Hermanos com nada porque "eles são únicos", apesar de hoje existirem outros excelentes artistas já reverenciados pela mídia do Rio de Janeiro como Pedro Luis e a Parede, Paulinho Moska, O Rappa, Ed Motta, Orquestra Imperial, Max de Castro, Simoninha e Farofa Carioca. Ela mencionou também "Marginalia" ou coisa parecida. Foi isso mesmo que eu ouvi? Achei que ela estivesse elogiando eles... Esses foram os nomes artísticos mais escrotos que já tinha ouvido, mas fiquei quieto. Fico feliz em saber sobre essa nova onda musical pois quando saí do Brasil o que fazia sucesso no Rio era Neuzinha Brizola e seu hit "Mintchura". Ainda bem que tudo mudou, né?

Só depois percebi que o nome da banda é em espanhol: Los Hermanos. Ah bom! Mas se eles são tão brasileiros assim porque não se chamam "Os Irmãos"? Quando saí daqui os nomes de muitas bandas costumavam ser em inglês e até em latim. Ainda bem que essa moda de nomes de bandas em espanhol não pegou no Brasil!

Pelo que me lembro, ao explicar qual é a dos "Hermanos", ela usou a expressão "do bem" umas 37 vezes e disse que eles falam de romantismo, lirismo, samba e circo. Legal, mas circo? Pô, circo é foda! Uma tradição solidificada nos tempos medievais que ganha dinheiro maltratando animais. Onde está a poesia de ver um urso acorrentado pelo pescoço tentando se equilibrar miseravelmente em cima de uma bola enquanto é puxado por um cara com um chicote na mão? Rá, rá, rá... Engraçado pra caralho! Na boa, circo é meio deprimente. Palhaço de circo só troca tapão na cara e espirra água nos olhos dos outros com flor de lapela e quando sai do picadeiro, vai chorar no camarim. Que merda! A única coisa legal no circo mesmo é quando ele pega fogo! Isso sim que é um espetáculo de verdade! Aquela correria toda, etc. Senti que essa galera se amarra em circo. Não faz sentido se eles são tão politicamente corretos assim, né? E os pobres animais? E eu querendo não passar em branco na conversa com a Tainá, mas não conseguia lembrar de jeito nenhum a única coisa que eu sabia sobre a banda... Cacete...! O que era mesmo?

De repente, uma gritaria histérica! O show tava começando! O ginásio veio a baixo! Perguntei pra ela: "Eles são todo irmãos, né, tipo o Hanson?" Ela disse um "não" esquisito, como se eu tivesse debochando. Todos eles usam uma barba no estilo Velho Testamento e se chamam "Los Hermanos"! O que ela queria que eu pensasse? Após ouvir a primeira música deu pra ver que os caras são profissionais mesmo, tocam muito bem e são completamente idolatrados pelo público, para dizer o mínimo. Fiquei prestando atenção ao show. Pô, as músicas são boas! Dá pra ver uma influência de Weezer, Beatles e Chico Buarque. Esse aí é fodão, excelente compositor mesmo. Lá na Inglaterra conhecia uns caras que eram ligados ao movimento "Dark", como chamam por aqui. São os sujeitos que gostam de The Cure, Bauhaus, Sister of Mercy, etc. E tem a maior galera aqui no Brasil também que se veste de preto, não toma sol, curte um pessimismo niilista e se amarra nessas bandas. Mas se eles sacassem que o Chico Buarque é o genuíno artista "Dark" brasileiro... Pô, é só ouvir as músicas dele pra perceber: "Morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego" ou "O tempo passou na janela é só Carolina não viu". "Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue" ou "Taca pedra na Geni, taca bosta na Geni, ela é boa pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni". Tudo alegrão, né? Aí, se eu fosse dark, só ia ouvir Chico Buarque, brother!
Tentei reengatar a conversa dizendo que achava ao baixista o melhor músico dos Los Hermanos. Ela respondeu, meio irritada: "Mas ele não é da banda!" Como eu ia saber? O cara tem barba também! Aí, não tô entendendo mais nada...

Adiante, ela me disse que o cara que ela mais gostava na banda era um tal de Almirante. Depois de alguns minutos deu pra ver que o camarada imita um pouco os trejeitos do Paul McCartney, só que em altíssima rotação. Ele fica se contorcendo feito um maluco enquanto os outros ficam estáticos. É engraçado até! Parece que ele tem uma micose num lugar difícil de coçar! E fica falando e rindo direto. Ele é o irmão gaiato do cara que canta a maioria das músicas, o tal de Marcelo Campelo, como anunciaram no noticiário local hoje. Isso mesmo, Marcelo e Almirante Campelo: "Os Irmãos"! Legal! Já tava me inteirando! Ah, e tem também dois gordinhos de barba que estão lá também, mas devem ser filhos de outro casamento...

Tava um calor desgraçado, coisa que eu realmente não estou mais acostumado. Fui rapidão ao bar pra beber alguma coisa. Comprei umas quatro latas de refrigerante que era o único troço que tava gelado para oferecer para meus novos amigos: "Aí, trouxe umas coca-colas pra vocês!" Ouvi a seguinte resposta: "Coca-Cola? Isso é muito imperialista... Guaraná é que é brasileiro!" Puxa, que pessoal politizado... Isso mesmo, viva o Brasil! "Yankees, go home", rá, rá! Outro fora que eu dei! Mas, pensando bem, eles não usam o Windows e o Word pra fazer trabalhos da universidade? Ou usam o "Janelas"? Dessas coisas gringas não é tão mole de abrir mão, né? Mais fácil não tomar Coca-Cola! Isso sim que é ativismo estudantil consciente! Posicionamentos políticos à parte, tava quente pra burro, então bebi tudo sob o olhar meio atravessado de todos eles... fazer o quê?

Lá pelas tantas, começou uma música e todo mundo berrou e pulou. Parecia o fim do mundo. Logo nos primeiros acordes, reconheci o som e falei pra Tainá: "Ah, eu sei o que é isso! É um cover do Weezer! Me amarro em Weezer!" Ela olhou pra mim com uma cara indignada e disse: "Que Weezer o quê? O nome dessa música é "Cara Estranho". Já vi que não gostou de novo... Mas quem sou eu pra dizer algum coisa aqui, né? Porra, mas que parece, parece! Mas o que era mesmo que eu não consigo lembrar de jeito nenhum sobre eles? Acho que conheço alguma outra música deles... Só não consigo dizer qual...

Sabia que se eu quisesse me dar bem logo com a Tainá teria que ser entre uma música e outra pois parecia que ela estava vendo um disco voador pousar enquanto os caras tocavam. Resolvi fazer uma piada pra descontrair, que sempre rola em shows. Quando o Campelo tava falando alguma coisa qualquer, berrei: "Filha da putaaaaaaaaaa!" Pra que? Tainá e sua milícia hermanista me deram uma cutucada monstra na costela que me fez enxergar em preto e branco uns 5 minutos! Pô, todo show alguém grita isso! É quase uma tradição até! Eu me amarro no cara! E é só uma piada! Aí, esse pessoal leva tudo muito a sério! Caralho... Pensei em pegar uma camisinha da minha carteira e fazer um balão e jogar pra cima, como rola em todo show, pra mostrar pra Tainá que eu sou uma cara consciente, tipo: "Aí, Tainazão, se tu se animar, eu tô preparado!", mas depois dessa vi que senso de humor não é o forte dessa galera...

O tempo tava passando e nada de eu ficar com minha nova amiguinha. Quando fui tentar falar uma coisa no ouvido dela, foi o exato momento em que começou uma outra música. Foi aí que a louca deu um grito e um pulão tão altos que eu levei uma cabeçada violenta bem no meio do meu queixo! Ela não sentiu nada, óbvio, pois estava em transe hipnótico só por causa de uma canção sobre a beleza de ser palhaço ou lirismo do samba ou qualquer outra coisa do gênero. A porrada foi tão forte que eu mordi um pedaço da língua. Minha boca encheu d´água e sangue na hora! Enquanto eu lutava pra não desmaiar, instintivamente enfiei a manga da minha camisa na boca pra estancar o sangue e não cuspir tudo em cima de Ana Claudia e Jandaína or something. Só que estava tão tonto com a cabeçada que tive que me segurar em uma ou outra pessoa pra não cair duro no chão. Foi quando ouvi: "Nossa, que horror! Lança-perfume! Esse playboy tá doidão de lança! Que decadência..." Lança-perfume? Cara, lógico que não! E mesmo que tivesse, todo show tem isso! Mas nesse, não pode. É "do bem". É feio ter alguém cheirando loló!! Pô, todo show que eu fui na vida tinha alguém movido a clorofórmio. Aqui, não. Rapaz, onde fui me meter?

Babei na minha camisa até o ponto dela ficar ensopada! Fui ao banheiro tentar me recuperar do cacete que tomei. Lavei o rosto e tirei a camisa. Quando voltava passei por uma galera e ouvi resmungarem alguma coisa do tipo: "...e esse mala aí sem camisa..." Porque não se pode tirar a camisa num show? Isso aqui não é só uma apresentação de uma banda? Parecia que eu ainda estava na Europa! Regulões do caralho... E, afinal, o que significa "mala"?

Estava enxergando tudo embaçado e notei que minhas lentes de contato tinham saltado pra longe com a cabeça-aríete de Tainá e esmagadas por centenas de sandálias de dedo. Lembrei que sempre levo um par de lentes extras no bolso. É uma parada moderna que eu achei lá em Londres. Um estojo ultrafino com uma película de silicone transparente dentro que mantém as lentes umedecidas e prontas para uso. Abri o estojo e peguei cuidadosamente a película com as duas mãos e elevei-a contra a luz para conseguir achar as lentes. Estiquei os polegares e indicadores, encostando uns nos outros, para abrir a película entre esses dedos. Balançava o negócio levemente, de um lado para o outro, contra a pouca luz que vinha do palco para conseguir localizar as lentes. Não estava enxergando nada direito! Quando tava lá com as mãos pra cima, fazendo uma força absurda pra achar as lentes, um dos caras legais com nomes simples, me deu um puta safanão no ombro. É claro que o silicone voou longe também... Caralho, minhas lentes! Custaram uma fortuna! Que filho da puta! "Que sinal é esse que tu fazendo aí, meu irmão? Tá desrespeitando as meninas?"
"Que sinal?? Que sinal??", respondi, assustado!
"De buceta, palhaço!", apertando o meu braço que nem um aparelho de pressão desregulado. "Você tá no show do Los Hermanos, ouviu? Los Hermanos! Ninguém faz sinal de buceta em um show do Los Hermanos, sacou?", gritou o tal hipponga na minha cara.

Que viado, eu não tava fazendo nada! Parecia uma freira de colégio! Que lance é essa de buceta? Da onde esse prego tirou isso? As meninas... (Perái! Menina? A mais nova aí tem uns 25!) ficaram me olhando com a cara mais escrota do mundo! A essa altura, já tinha percebido que não ia agarrar a Tainá nem que eu fosse o próprio Caetano Veloso! "Bento", que nome mais ridículo... Isso aqui é um show ou uma reunião de alguma seita messiânica escolhida para repovoar a Terra?

Caramba, que noite infernal! Tava com a língua sangrando, sem enxergar direito, só de calça, arrotando sem parar e puto da vida porque só tinha aceitado vir aqui por causa de mulher. Estava no meu limite. Isso era um show ou uma convenção do Santo Daime? Que patrulhamento! E, de repente, vejo Tainá e seus amigos olhando feio pra mim e cantando a seguinte frase: "Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?" Aí foi demais! Eu me atrevo: Ritmo, melodia e harmonia. Pronto, só isso! Mais nada! Olha só: foda-se o samba, foda-se o circo, foda-se a obsessão por barba da família Campelo e, principalmente, foda-se essa galera "do bem" que está aqui!

Apesar de tudo, a banda é realmente é muito boa! O que incomoda mesmo é esse público metido a politicamente correto e patrulhador e a imprensa que força a barra pra vender alguma imagem hipertrofiada do que rola de verdade. Esse climão de festival antigo de música popular brasileira, daqueles com imagens em preto e branco, com todo mundo participando, que volta e meia reprisam na tv, tudo lindo e maravilhoso. "Puxa vida, um novo movimento musical brasileiro!"? "Estamos realmente resgatando a nossa cultura!" ? Que exagero... Ei, é só música pop! MÚSICA POP!

Caralho, finalmente lembrei! Eu conheço uma música deles! Ouvi em Londres! Numa última tentativa de salvar meu filme com Tainá, na hora do bis, berrei bem alto: "TOCA ANA JULIA!" Só acordei no hospital. Tomei tanta porrada que vou ter que fazer uma plástica pra tirar as marcas de pneu da minha cara! Fui pisoteado! Neguinho ficou puto! Qual é o problema com essa música? Me lembro de estar sendo chutado pela elite dos estudantes universitários brasileiros e da própria Tainá, gritando e me dando um monte de bolsadas na cabeça! Que porra louca! Tentaram me linchar! Ofendi todo mundo! Pô, Ana Julia é uma música boa sim! É um pop bem feito! Se não fosse, o "Seu Jorge" Harrison não teria gravado, né? Se ele não entende de música, quem entende? Me disseram depois que o tal Campelo se retirou do palco chorando, magoado, e o outro irmão mais novo dele, o nervosinho que imita o Paul McCartney, pulou do palco pra me bicar também. Do bem? Do bem é o cacete...

Aí, sinceramente, ainda prefiro o show do Camisa de Vênus...

Adolar Gangorra tem 65 anos, é editor do site humorístico www.adolargangorra.com.br e é filho único.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O teu passado te condena...

Aproveitando o furo do nosso borrifador Phil Barros, vamos aqui falar um pouco sobre aquilo que ele já fez e pouca gente sabe. É extremamente importante ter um borrifador que já foi artista! Sim meus caros leitores! Phill Barros além de participar de incríveis comerciais da década de 90, como o dos tazos, ele também participou do filme Senhor dos Anéis, no qual ele fazia o personagem Pippin !

Seguem as fotos... quem quiser entrar em contato para filmagens, mande e-mail para borrifandoblog@gmail.com

terça-feira, 28 de julho de 2009

Guerra: Homens x Clã das gordas líderes

Boa noite meus amigos. Aqui quem fala é um rapaz que vai borrifar nas amigas feias/gordas que impedem o prazer de suas amigas.

Sim, como sempre eu digo de onde tirei a idéia da minha borrifada, e dessa vez, como vocês devem imaginar, uma amiga pentelha me atrapalhou durante a noite paulistana, de alcançar voôs mais altos com uma loira simplesmente muito gata. Estavámos lá nós, num ótimo clima, conversando, beijando, etc. Quando aparece a maldita amiga mal humorada e mal comida gritando: “Vamo logo, a fila ta grande, vamo lá” – Não deixando a linda garota nem mesmo se despedir de mim direito. Na fila tive a felicidade de encontrá-la novamente, ela me falou q ia esperar eu pagar pra gente conversar, eu obviamente iria pegar o telefone, ou então, cavalheiro que sou, me ofereceria para levá-la pra casa. Mas você imagina os olhos em fúria da amigona dela quando me viu na fila né ? Pois bem....


Ao ter a idéia de borrifar nas amigas pentelhas, falei para meu irmão Juanito Dragocinovic dar algumas idéias. Ele provavelmente já sofreu mais do que eu com isso e daqui pra frente é por conta dele, leiam:

“Bom, eu acho que geralmente elas se aproveitam daquelas mninas bonitinhas mas que tem um quê de falta de confiança, e aí a gorda, com sua presença "forte" e geralmente é a mais sarcastica e se acha a mais inteligente de todas, domina elas para que possa suprir a ausência de beleza própria e acaba sugando as conquistas de suas amigas comíveis pra ela mesma, se ve no direito de analisar quem as outras vão ficar, e quem naum vão ficar, se você estiver sozinho e quiser chegar numa amiga dela, pode esquecer, você tem que ter um plano B, um amigo corajoso pra distrair a gorda enquanto você faz o que tem que fazer. O ruim é que ninguém quer beijar aquela gorda nojenta que provavelmente vai te morder...

Ela usa de qualquer artimanha pra mandar nas outras, é só você ver que a gorda é sempre a primeira a tirar carta pra poder levar as amigas na balada, porque aí, ela pode retirar o seu time de campo a hora que quiser, porque elas tem de voltar com a gorda mesmo...

As outras, por mais que queiram ficar com alguem, não podem fazer nada, porque sabem que a gorda vai "ficar magoada" por ela ter abandonado sua bff na balada sozinha, e no fundo sabe também que a gorda vai falar mal dela pras outras.”


Sou obrigado a concordar com cada palavra do meu irmãozinho, e coloco ênfase na última frase. A gorda tem total influência no meio social das garotas bonitas, e com certeza vai meter o pau naquela que não seguir as suas regras e não pegar somente os garotos pré-determinados / aprovados por ela. Tirando raríssimos casos de amigos fura-zóio, o homem geralmente fica feliz quando o amigo pega uma mina gatíssima, ou alopra ele quando pega uma feia / gorda, mas você com certeza não decide por ele, e isso provavelmente não vai influenciar na amizade do grupo.

A grande conclusão que tiro de tudo isso é que, as feias/gordas líderes de amigas bonitas são da pior espécie! São invejosas! Não tem um pingo de bondade no coração, fingem chorar facilmente e sempre querem ser destaques em festas de formatura e afins. Geralmente tornam-se oradoras e se sentem adoradas por todos, quando na realidade a coisa não é bem assim.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

"Acusar o tempo é desculpar-se."

Já faz um bom tempo que não escrevo nada por aqui. Os motivos para meu "sumiço" são muitos: Preguiça, falta de idéia do que escrever, muitos outros que não valem a pena ser mencionados e principalmente falta de tempo. E é isso que irei borrifar hoje. Mas já adianto não esperem muita coisa, estou meio fora de forma, literalmente.

Acho impressionantete como rapidamente nos encaixamos em certos padrões e às vezes nem questionamos o fato de estarmos fazendo algumas coisas, simplesmente as fazemos por algum motivo desconhecido. Estava/estou passando por uma certa crise existencial nos ultimos meses. O que me fez parar, dar um passo para trás e tentar olhar imparcialmente tudo que está ao redor na tentativa de achar um motivo, uma razão para tudo.

Já mencionei aqui nesse blog, sou um jovem prestes a completar 23 anos(na proxima quarta-feira), recém-formado, e com algum tempo já no mercado de trabalho. E muito cedo, me encaixei nesses padrões com certa facilidade. Após algum tempo, a rotina casa-trabalho-casa nos dias de semana e cama-bar-balada-cama-banheiro nos finais de semana vêm se repetido diversas vezes com pouquissimas alterações.

Aí que está o meu questionamento. Eu no alto dos meus 23 anos, já estou "encaminhado"? Essa rotina continuará? Já está tudo definido?

Não vou divagar muito e ficarei mais no presente, mas sigo questionando: Que horas vou conseguir parar pra ouvir música e não apenas dentro do carro ou transporte coletivo em meu ipod rumo ao trabalho? Quando vou conseguir parar pra ler um bom livro e não só algumas páginas no metrô ou noticias rápidas na internet? Quando vou conseguir parar pra desenhar à toa e não só ficar rabiscando em reuniões ou quando falo ao telefone? E meu portifolio, quando vou conseguir arrumá-lo da maneira que eu quero? E quando vou conseguir parar pra escrever alguns posts para meu blog ou escrever roteiros pra graphics novels e diversas outras coisas que tenho de ideias na cabeça?

Mas vale lembrar que é preciso manter a sanidade e a consciência de ter esses questionamentos como algo que te mantenha acordado, vivo.

A frase título desse post é de Thomas Fuller, um historiador e religioso inglês, que de certa forma resume o que quero dizer, não podemos culpar o tempo ou o "sistema". Procure achar qual a melhor solução pra você. A minha? Não sei se a encontrei, mas creio estar a caminho, em breve trarei novidades.

domingo, 26 de julho de 2009

Desenvolvimento Sustentável: é tudo uma questão de afinação!


Hoje, domingo, é dia de textos de leitores.

No caso, estamos postando o texto de uma grande amiga, Tatiana Capitanio, leitora assídua do blog (ou não).


Lembrando também que esse mesmo texto foi postado em seu blog (Pensandalto).

Bom final de semana a todos!

"O cérebro humano tem uma altíssima capacidade de pensamento sistêmico, o que faz com que aprendamos as coisas em um ritmo altamente acelerado, por pegarmos partes isoladas de um todo, compreendermos o todo e passarmos a agir condicionados a isso. Tomemos como exemplo quando aprendemos nosso primeiro idioma, ainda nos primeiros anos de vida, apenas ouvindo palavras e frases isoladas, e passando a compreender toda a dinâmica gramatical e fonética da língua.

Isso funciona muito bem no âmbito do indivíduo, mas é notável que a eficiência desse pensamento despenca no âmbito coletivo. Apesar da nossa alta capacidade de trabalhar em equipe, esse processo de aprendizado se torna lento e difícil, pela complexidade em fazer com que todos os indivíduos vejam e acreditem nas mesmas partes, e trabalhem pelo mesmo todo.

Como disse Karl-Henrik Robert, no livro “The Natural Step”, “o pensamento sistêmico parece ter menos a ver com ensinar alguma coisa ao indivíduo e mais com ensinar aos grupos sobre o que parece inteiramente óbvio ao indivíduo”

E qual a importância de entendermos o mesmo todo, por meio de todas as suas partes? Como já descrito nos conceitos da Antroposofia, por Rudolf Steiner, nós humanos funcionamos em três níveis: do pensar, do querer e do agir. E por tanto, tomamos atitudes que sejam condizentes com o que pensamos e entendemos, e com o que temos como objetivo.

E é justamente aplicando esse conceito ao âmbito coletivo e organizacional, que as empresas têm desenvolvido suas estratégias de branding, identificando a essência de sua marca, sua visão de mundo e seus valores, e fazendo com que todos os públicos envolvidos entendam isso e compartilhem da mesma visão. Esse pensamento sistêmico, a longo prazo, reduz os custos de passivos para a empresa, otimiza seus processos agora alinhados, e a sustenta ao longo do tempo. Faz todo o sentido se lembrarmos que as empresas, organizações e comunidades são formado por indivíduos, que agem melhor quando pensam, sentem e querem o que estão vivendo.

E por que raios estou falando tudo isso em um post sobre desenvolvimento sustentável? Porque eu acho que esse é o grande problema da sustentabilidade no Brasil hoje!

Considerando que sustentabilidade é um conceito sistêmico, que engloba aspectos econômicos, sociais, e ambientais de todos nós, para sua valorização e desenvolvimento é preciso que cada um de nós compreenda exatamente do que estamos falando. E mais do que isso: acredite nisso como verdade absoluta!

Para mim, o grande problema do Brasil hoje, é que as pessoas não compreendem nem compartilham dos mesmos valores como cidadãos, e ainda não compreendem do que estamos falando quando defendemos o desenvolvimento sustentável. E nós não cansamos de desenvolver milhões de ações paliativas, pontuais ou contínuas, midiáticas ou tímidas, que sempre se perderão no tempo, pois não constituem um todo que faça sentido internamente para cada um dos indivíduos por elas impactados. E por isso, hoje merecem ser borrifadas!

Não estou dizendo que essas ações não têm valor, pelo contrário. Elas têm um valor potencial que será desperdiçado enquanto não houver a conscientização de cada um de nós.

Sustentabilidade não é sobre plantar árvores pelos sabões vendidos, mas sim sobre como produzir, comercializar, consumir e se desfazer do sabão de uma forma que minimize os impactos ambientais, sociais e econômico destas atividades, garantindo o equilíbrio dos recursos necessários para tais, de forma que elas possam continuar acontecendo a longo prazo.

Não é sobre pedir que você apague as luzes durante uma hora, sem nem saber porque, enquanto naquela mesma noite você vai deixar o seu computador ligado e vai jogar o óleo de cozinha pelo ralo.

Sustentabilidade não é sobre pedir que você consuma de maneira consciente, ou que você recicle todo o lixo produzido em sua residência, ou que você ande menos de carro, é sobre fazer com que seus valores e sua visão enquanto cidadão torne cada uma dessas atitudes naturais e óbvias.

Tomamos como exemplo uma Jam Session (reunião de músicos que tocam e improvisam). Todos os músicos ali presentes tem conhecimento sobre harmonia, rítmica e melodia, e sabem qual a tonalidade da música que estão tocando. Isso faz com que eles improvisem a vontade, sempre respeitando aquele tom. Ninguém precisa dizer a eles o que fazer, ou incentivar que eles respeitem determinados acordes, pois todos eles estão ali com o mesmo objetivo, respeitando a mesma harmonia, o que faz com que o respeito aos acordes da música seja conseqüência natural e óbvia para eles.

Para mim, esta é a grande barreira do desenvolvimento sustentável no Brasil hoje: as pessoas são convidadas o tocar todo o dia, e ordenadas a respeitar determinados acordes, enquanto na verdade, a grande maioria não sabe a tonalidade da música que estão tocando.


Principais fontes de inspiração:

The Natural Step – Karl-Henrik Robert

O Espírito Transformador, A essência das mudanças organizacionais no século XXI – Jair Moggi e Daniel Burkhard"

sábado, 25 de julho de 2009

Preciso estar com gente o tempo todo?

Nesta borrifagem, vou fazer diferente. Talvez algo inédito aqui neste blog que é o borrifador ter como objeto de estudo a si mesmo. Mas não sei exatamente se sou eu o problema ou as pessoas. Mas acho que o problema sou eu. Provavelmente seja, porque ultimamente ando extremamente rabujento. Estou chato e nem eu mesmo me agüento. Sei disso e por isso tento ficar o mais longe possível de seres humanos, sejam eles meus pais, grandes amigos ou colegas de empresa. Se estou assim com pessoas que tenho grande empatia, imagina com ilustres desconhecidos.
O fato é que não estou para brincadeira e nem estou aceitando brincadeiras ultimamente, tenho ficado extremamente irritado com facilidade e batido boca até com amigos, certo que eles abusam e enchem mesmo o saco, a começar por figurões conhecidos deste blog.

A situação chegou num nível que eu tenho saído sozinho para diversos lugares onde o convívio com semelhantes é fundamental. Tenho até saído para balada sozinho ultimamente. Mas o mais esquisito é que eu estou começando a achar isso tudo extremamente normal.
Até aqui vocês devem estar se perguntando o que isso tem a ver com uma borrifagem e qual o objetivo deste texto.
Meu objetivo, além da borrifagem inicial em mim mesmo, é questionar quanto tempo da nossa vida a gente é obrigado a ficar fazendo fita com outras pessoas a fim que elas gostem da gente.

Geralmente é assim. Se você gosta de uma menina, você fica lá, que nem um macarrão com pernas durante meses trocando aquela idéia no msn, tentando chamar para sair e querendo parecer o macho reprodutor ideal para ela. Geralmente não dá certo. Mas digamos que dê.
Está tudo certo. Porém esta mesma menina é amiga de um monte de ex-colegas suas de colégio. Aí, como você na época provavelmente era um gordo balofo de mal hálito ou um cara estranho porque não gostava de Pokemón quando tinha 12 anos, estas mesmas ex-colegas, hoje gostosas e dando para caras que ganharam um Fiat Punto do pai, irão queimar seu filme e aquela eventual paquera simplesmente desaparece do mapa. Sem dar uma satisfação.

A mesma coisa no trabalho. Sempre tem aquele colega que a gente não se dá tão bem, que no fundo quer que você se ferre. Mesmo você sendo um bom funcionário, um grande potencial e um cara do bem, a primeira oportunidade que ele tiver para te foder, pode esperar. Ele o fará.

Resumindo, a gente tem que tomar cuidado generalista demais com muitas pessoas ao mesmo tempo, porque a gente sempre vai estar à mercê de quem a gente nem espera. É muita gente para se relacionar e tentar ficar alheio de eventuais conseqüências negativas. Muitas vezes gestões de RH em empresas simplesmente não funcionam ou ficam míopes porque as pessoas sempre terão conflitos. É natural... Porém o RH quer que você seja o cara perfeito em todas as relações humanas do seu dia-a-dia. A menina que vc gostaria de conhecer, quer que você seja o boa praça e não quer saber se no seu passado imperar alguma timidez crônica ou um mal relacionamento com a turminha do mal.
O homem gosta de desgastar seus próprios iguais, seus próprios relacionamentos. Dizem que o tempo destrói tudo. Eu diria que o homem é quem destrói tudo.
Por isso, façam como eu e optem pela solidão... por algum tempo. Vocês também verão como é bom.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Balanço da semana

1 - Rodolover, mais uma vez miou.

2 - Debby, escreva mais, você sempre é bem vinda.

3 - Paulo mantendo a média com seus bons textos, concordo 100% com a putaria que a Globo.com está promovendo na Internet nacional.

4 - Essa semana o Fi fingiu que borrifou. E a gente fingiu que acreditou.

5 - Concordo com tudo que o Pedro falou. Lembrou bem. Mto bem. Parabéns.

6 - Tenho um texto pronto, mas acho que vou mudar em cima da hora. Até amanhã.

Abçs,

Petrescu.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Nem bombeiro pode apagar


A partir do dia 7 de agosto é proibido fumar em locais fechados de uso coletivo (público, privado ou parceria público-privado) no estado de São Paulo. Fui atrás da lei. Veja o primeiro artigo:

Artigo 1º - Esta lei estabelece normas de proteção à saúde e de responsabilidade por dano ao consumidor, nos termos do artigo 24, incisos V, VIII e XII, da Constituição Federal, para criação de ambientes de uso coletivo livres de produtos fumígenos.


OK, criaram a lei para evitar danos a saúde das pessoas que não fumam. Aí os outros dois artigo falam que espaços são considerados “fechados” e de uso “coletivo”:
recintos de uso coletivo,total ou parcialmente fechados em qualquer dos seus lados por parede,divisória, teto ou telhado, ainda que provisórios, onde haja permanência ou circulação de pessoas.

Bom, aí aquela coisa de churrascaria com uma empena de madeira separando os fumantes de não fumantes também não rola. Aí vem onde pode fumar. Destaquei dois. Além dos cultos religiosos, o paciente terminal pode fumar desde que: às instituições de tratamento da saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assista;
III - às vias públicas e aos espaços ao ar livre

Esse espaço ao ar livre, por exemplo o bar ao ar livre pode?

O que realmente vai mudar muito é não poder fumar dentro de bares, boates (leia-se baladas), casas de shows, restaurantes e as repartições públicas. Porque de resto quem fumava em shopping, supermercado eram pouquíssimos. Em restaurantes, separar com biombos ou simplesmente apenas em salas, não impedia a circulação da fumaça, esses também vão sentir bastante a nova lei.

Aí falam que o fumante não é penalizado mas o lugar que deixa ele fumar. E o governo tem tanto dinheiro sobrando, considerando que já investiram tudo em segurança e educação, pagará agentes para ficarem inspecionando e distribuindo multa. Afinal, multa é grana! Aliás multas variam de R$785 até R$3mi, ta pensando que ta barato comprar casa em Angra?

E senhores, senhoras e adolescentes pagando de malandro com cigarro de canela menta, não adianta. Fumar faz mal, e os outros não tem que fumar juntos. Principalmente em ambientes como bares e baladas, é praticamente impossível você chegar em casa sem ter a roupa defumada.

Todos fumantes vão se revoltar e vão criar baladas com apenas fumantes. Terá um aviso bem grande: Proibida a entrada de menores de 18 e não fumantes. Também , não vai dar, porque o senhor fiscal vai aparecer lá.
O que podemos presenciar são baladas mudarem de nome! Night Fever Ubanda, pronto! Culto religioso em sons eletrônicos elevam o espírito. Onde pessoas se reúnem para iniciar danças que insinuam atos de acasalamento e valorizam a fertilidade; e consumir poções com vodka até começarem a falar em outro dialeto divino, onde as vogais são prolongadas.

A propaganda da lei ainda se apóia que outras cidades mega desenvolvidas, que você tem como parâmetro do bom e do melhor, também adotaram a lei, como: New York, Paris, London e..Buenos Aires que só deve ter entrado por causa do trocadilho.

Bom, a nova lei ta aí, entrem no site e vejam o mapinhabem embaixo. Lá vem escrito : veja onde você pode fumar. Aí não tem lugar nenhum.

Ao final do mês de agosto volto com outra borrifada, ou sobre a lamentação e o drama dos fumantes que não podem fumar, ou a felicidade deles de continuarem fumando nos lugares. No fundo, acho que vai ser como a lei seca. No começo parece uma coisa, depois...




E aqui um videozinho para você ver como ficou NY e algumas sugestões do que você Mal-boro pode fazer para seus clientes, como colocar cinzeiros na calçada! Olha que ação de guerrilha!



ah resolvi colocar aqui também o trailer do filme obrigado por fumar.
Vale a pena ver.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Casa, comida e roupa lavada


Hoje borrifarei em pessoas que têm todo o meu respeito, mas que nem por isso não nos proporcionam momentos no dia a dia que merecem ser borrifados: as empregadas domésticas.


Trabalhadoras na maioria das vezes exemplares, as empregadas domésticas deveriam ser tratadas com mais respeito por algumas pessoas que não dão devido valor a seu trabalho até o momento em que os copos sujos se empilham na pia ou ao chegar para sua preguiçosa pestana vespertina e encontrar a cama desarrumada.


Apesar disso, que atire a primeira vassoura quem nunca se estressou com alguma situação em casa graças a sua empregada.


É impressionante como a minha empregada me conhece. Sabe exatamente o que eu quero no momento certo! Deve ser por isso que toda vez que quero mijar, lá está ela limpando o banheiro. É batata... quando quero usar o banheiro, lá está ela... seja as 9h00 da manhã ou as 15h00 da tarde.


Além disso, ela faz questão de acompanhar o calendário do Campeonato Brasileiro pra me ajudar. Sabendo que sou sãopaulino e pra fazer um agrado, ela sempre tenta deixar minha camiseta do time limpa nos dias de jogos. O problema é que ela faz isso no dia de cada jogo, e, claro, a camiseta nunca está seca quando preciso.

Aliás, quem nunca quis usar uma roupa que não estava no armário? Sim... aquela que você tinha guardado para usar naquela balada de sexta-feira foi lavada justamente na sexta-feira.

Outro fato curioso é o gosto musical delas.

Será que não existe nenhuma empregada que curta um Rock n Roll? Mesmo que seja um punk rock...

É sempre aquela música da Nativa Fm, sertanejo brega, pagodão mela cueca e uma idolatria ao Wando. Pelo menos, até hoje ainda não tive uma que fosse evangélica.

Enfim, é engraçado como abrimos as portas de nossas casas para essas pessoas que se dedicam tanto a fazer o nosso dia-a-dia um pouco melhor e menos complicado, mas ao mesmo tempo passamos por algumas situação no mínimo cômicas, nas quais é melhor rir pra não chorar.




Globo.com - O portal que esculachou a internet brasileira



A imagem acima é um print screen tirado às 00:37 dessa terça feira, no portal globo.com . Quem acompanha o borrifadinhas sabe que costumamos postar algumas notícias desse site e costumamos questionar e borrifar, algumas vezes o seu conteúdo, e muitas vezes a sua relevância.

Reparem que existe uma notícia acima, com grande destaque, e abaixo dela 6 fotos de notícias que deveriam ser aquelas de maior relevância para a população, e abaixo mais três pequenas fotos com micro-títulos. Faço questão de comentar uma por uma, para que mais abaixo, entendam a minha borrifada.

Notamos ali que temos duas notícias relacionadas ao futebol. Nada mais justo, uma vez que somos o país do futebol, e os 2 personagens ali presentes são cariocas, malandros e com a ficha suja na polícia. Algo muito parecido com o veiculo que está divulgando essa mensagem. O mesmo que deixou dezenas de jogadoras de volei desempregadas por não mencionar o nome das empresas que apoiam o esporte, mas que faz questão de endeusar sempre que pode o baixinho Romário, a sua malandragem carioca e o seu jeito marrento, mesmo que ele não tenha pago impostos! Pra que né ?? ele nos deu tanta alegria! A gente paga por ele enquanto ele anda de Ferrari.

Tem 1 notícia de política internacional que não diz muita coisa, apenas uma opinião do homem mais importante do mundo, preocupado com a crise econômica mundial tentando arrumar as coisas da forma como deve ser feita, alterando regulamentações, que impedem maiores manobras. Mas no Brasil não vale a pena falar disso, no Brasil temos a outra notícia: sobre corrupção. Na qual um juiz se defende afirmando que está agindo com isenção (nossa, eu jurava que ele ia admitir que trabalhava para defender interesses! Obrigado por me informar a posição dele Globo.)

Bom, outras duas notícias não vou comentar, são apenas mais estatísticas por mortes em acidentes devido à péssima condição de nossas estradas e mais números sobre mortes devido a falha no controle de entrada e saída de pessoas contaminadas no Brasil. A globo se restringe apenas a divulgar números e causas circunstânciais em ambas as reportagens.

Agora vem aquelas que fazem a alegria dos borrifadores , e servem para nós no Twitter. As notícias que transformam a Globo.com num deserviço total a sociedade brasileira, como bem disse ontem no almoço o borrifador Kiko Botones. Notem, ao centro do site, com o maior destaque possível : "LEÂO É RECEBIDO COM RUGIDOS PELOS 'COLEGAS' EM SP" . Que lindo meu povo! Um leão chegou ao zoológico! E PASMEM! Os outros leões rugiram!!! IMPRESSIONANTE! É tudo o que nós precisávamos saber!

Abaixo, nos três quadrinhos, a globo nos enche com a sua cria. Deborah Secco mostra as suas tatuagens! É um exemplo para todos nós! Quando quisermos fazer tatuagens, vamos ver o que a Deborah Secco nos mostra sobre isso. Ao lado tem aquela que com certeza vai fazer o país parar: "EM 'CAMINHO' RAUL CATA LIXO" . Preciso dizer alguma coisa? Por favor, peço que quem leu isso faça um comentário, os melhores serão publicados semana que vem.

Para quem não sabe, assim como o canal de televisão, a globo.com é o site mais acessado do Brasil, e portanto possui os espaços publicitários mais caros da internet tupiniquim. Ou seja, empresas como o Banco Itaú, as Casas Bahia e a Loteria Federal, investem dezenas de milhões de reais por ano para inserirem suas marcas nesse portal. Não culpo as empresas, afinal, tudo que elas buscam é visibilidade, mas o que eu critico é a forma como a globo.com se tornou o site mais acessado do Brasil e com isso mudou tudo aquilo que vinha caminhando para uma internet com muita informação de fácil acesso, principalmente com o aumento da inclusão digital.

Foi muito simples para a globo.com se tornar o portal mais acessado do Brasil, anúncios de graça na programação da Rede Globo de televisão, que atinge 100% do público usuário de internet do país. Eu costumava acessar o Terra e o Uol todos os dias, lá tinha acesso a notícias em tempo real que nem no jornal comprado de manhã eu encontraria, e no menu ao lado, dezenas de seções de variados tipos de assunto, que eu tinha a opção de clicar e obter informações. Com o fenômeno globo.com , o Terra virou um verdadeiro lixo, onde metade das notícias falam sobre "A Fazenda" e o Uol ainda tenta se salvar direcionando o usuário para o Folha Online e utilizando metade da sua página inicial como um catálogo de vendas de marcas e produtos.

A Globo conseguiu mais uma vez f**** com aquilo que traria um pouco de informação e educação para o povo brasileiro. Que traria algo um pouco diferente do que a globo transmite ou patrocina, traria opiniões e interatividade. A globo conseguiu com o seu portal mequetrefe fazer da internet brasileira, a cara do Brasil, a cara da Globo.

Sinceramente, eu me sinto ofendido quando procuro informações sobre o mundo e aquilo que parece ser mais importante são os rugidos de leões no zoológico! Por favor galera, vamos tentar salvar a internet brasileira! A interatividade taí pra isso, produzam e divulguem conteúdo interessante, fica aí o meu apelo.

E O MUNDO, O QUE ACHA DISSO ?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Pago Ganho

Bom dia meus amigos, segunda-feira, sinônimo de ausência do Rodolover, que diz estar preparando o seu texto há mais ou menos 3 meses. Acredito que quando postar, terá mais ou menos uns 200 parágrafos e ganhará um prêmio Nobel de borrifagem. Enquanto isso postarei aqui um ótimo texto de nossa amiga Debi Gorgulho, que já contribuiu outras vezes. Assim como ela, borrife você também! Mande seu texto para borrifandoblog@gmail.com . Enjoy !!!


Há muito penso em coisas que queria postar nesse blog, mas não posto. Planejo e planejo cada post e acabo não escrevendo nenhum. A idéia que na sua concepção parecia tão legal, acaba passando por dias de crítica e sendo jogada pra escanteio depois de uma semana. Pois bem, enchi. Agora vou falar sem me dar ao trabalho de pensar duas vezes. Isso porque adotei uma nova filosofia de vida – só se vive a vida, vivendo. Entende? Menos planejamento, mais ação.

Gosto do blog e sempre gostei do conceito de “borrifar” porque ele mexe com a gente. Nos faz reconsiderar pensamentos já consolidados, e é por isso que vale qualquer assunto aqui: porque não há idéia que não possa (e muitas vezes deva) ser repensada.

Um dos posts que tinha planejado escrever era sobre nossa suscetibilidade. Como é fácil ouvir/ver algo e tomá-lo como certo sem criticá-lo antes. Ou por falta de autoconfiança ou do interesse em ir atrás para checar, é comum adotarmos o outro – outra moda, outra idéia, outro modo de falar.

É assim que vemos maneirismos ou outros vícios lingüísticos surgirem do nada em todas as bocas pela rua, pelo seu trabalho e até na sua casa. Não sei se fui só eu, mas ultimamente a mania de todos em usar sempre a forma curta de “pagar” e “ganhar” estava me irritando absurdos.

“Eu falei pra ela que já tinha pago”, “O Palmeiras nunca tinha ganho antes”. Que ódio! Cadê o “ganhado”, “pagado”? São formas que não só também existem (além da forma curta), mas também são a forma correta para se usar com os verbos ter/haver. Sim, lembram das aulas de Português?

Ser/Estar – forma curta (pago, pego, ganho, etc)
Ter/ Haver – forma longa (pagado, pegado, ganhado, etc)

Ouvi frases como as do exemplo de colegas de trabalho, amigos, na rua e até de pessoas da minha família, e quase enlouqueci por pensar que ninguém estava se dando ao trabalho de questionar se essa era forma correta quando a vida toda falamos “Eu falei pra ela que já tinha pagado”!

Eis que resolvi ir pesquisar para poder explicar corretamente para todo mundo porque se deve usar a forma longa e, para minha surpresa, não é errado usar a forma curta com ter/haver. Aparentemente, gramáticas modernas reconhecem como certo o uso da forma curta com todos os auxiliares (ser/estar/ter/haver).

Por mais que ache bizarro (será que podemos manter pelo menos um pouquinho da língua Portuguesa com sempre conhecemos?), tenho que dar o braço a torcer e me desculpar com todos que já critiquei. Por outro lado, minha critica maior ainda é válida. Duvido muito que todos que começaram a falar dessa maneira o tenham feito porque sabiam que a gramática moderna reconhece esse uso. Nos falta – a todos, inclusive nos círculos sociais em que andamos - o senso de crítica para questionar antes de fazer. Então se nós, que tivemos uma boa educação e formação, nos permitimos abrir mão dessa qualidade, como a podemos exigir do resto da sociedade?

por Débora Gorgulho

sábado, 18 de julho de 2009

Geração Richarlyssons

Acho que vai parecer extremamente preconceituoso. A moda da bixisse chegou à periferia. Hermes e Renato estavam certos!
Como tudo que começa do topo da sociedade vai, aos poucos, sendo filtrada e absorvida pelas camadas mais populares, a viadagem chegou lá! Viva os piroqueiros bolsa-família.

E como tudo que é da alta sociedade e tenta ser replicado num modelo popular, fica no mínimo brega, tosco e mal feito, (leiam o texto: Não à inclusão digital para mais informações) a bixisse pobre é um negócio altamente caricático. E não foi assim só com a viadagem. Foi com tudo, de tunning de automóveis a bonés no estilo trucker. Tentem lembrar daqueles chevettes cheio de penduricalhos e vocês entenderão meu ponto.

A viadagem pobre talvez tenha dois ícones principais: o Richarlysson, jogador de futebol e aquela chamada do Pânico na TV com a bixinha falando “aiiiiiiihrrrrr!”. Eles são altamente ligados em moda, mas por não terem renda para se vestir como bixas de luxo, acabam comprando roupa em grandes lojas de departamento, usando misturas esdrúxulas.
Outro ponto das bixinhas pobres é que elas são magras. Muito magras. E, mesmo assim usam roupinhas mais apertadas ainda, dando um visual meio de Lacraia a todos os pobres pertencentes desta tribo. Muitos usam roupa de mulher, diz a lenda. A mim, apenas sobra o medo e mistério a respeito disso.

Brincadeiras à parte, a classe baixa do Brasil tenta, muito por causa da Globo, ter o orgulho de pertencer. Acho isso muito válido, mas cria, em muitos casos, uma expectativa que eles não conseguem alcançar. O cabra macho de classe baixa não consegue ter o carro bonitão do galã da novela das índias. Não consegue ser boa pinta como os caras que aparecem na TV.
A mesma coisa acontece com a classe gay. Eles existirão em todas as camadas sociais. A partir do momento onde um personagem homossexual tem forte repercussão, como o Orlandinho que a Globo de maneira irresponsável ligou a um grande clube da capital por motivos pessoais, as pessoas que se identificam começam a querer mostrar essa faceta.
O problema, como disse, é que não conseguindo ser aquele esteriótipo de TV Globo, o que se cria são legiões de caricaturas de bixas por aí. O estilo fica exatamente igual ao que a gente vê por aí, multidões de lacraias e richarlyssons pela rua.

Eu sei que não tenho nada a ver com a vida deles, mas como a preocupação com o politicamente correto não é o forte deste espaço, vou falar a verdade. Eu prefiro ver um monte de mulher bonita pela rua do que uma corja desses elementos. É desagradável, rapaz. São Paulo virou, de vez, a capital mundial dos piroqueiros.

E o número disso só tende aumentar.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Mini ditaduras no Brasil


Já é sabido que nós brasileiros somos uns verdadeiros “troxas”. Não porque votamos nas pessoas erradas, mas sim porque aceitamos com naturalidade o atual esquema político ou o que acreditamos ser a democracia brasileira.

Certamente você que acessa este BLOG faz parte dos 10% da população que tem acesso à informação e goza de um considerável bem estar, mas mesmo assim é troxa também. Eu sou troxa, pois só sei borrifar e não faço nada para mudar algo que me incomoda.

Reclamamos muito, encontramos constantemente papai e mamãe xingando na frente da TV como se fossem donos da verdade, como se algumas de nossas palavras atingissem os senhores do congresso, ou como já foi dito por alguém, estes senhores do regresso. Mas não nos movemos de nossos palacetes acarpetados (vide Caca Rosset) para protestar. Pior, nem lembramos de quem votamos nas ultimas eleições. Lamentável...

Pode ser meio radical, mas diante dos recentes escândalos que temos visto em Brasília venho a concluir apenas uma coisa: existem mini-ditaduras inseridas no Brasil chamadas de Partidos Políticos.

Vamos por partes:

O presidente da republica não manda em nada, isso todos estão “carecas” de saber. É só ver a impressionante presença do nosso atual presidente sobre os acontecimentos que circulam em Brasília. Atos secretos, Sarney Hittler, a descoberta do primeiro castelo tupiniquim, mensalão, CPI da Petrobrás, Daniel Dantas, enfim, poderia citar “n” exemplos.

A grosso modo quem dita o rumo das coisas são os deputados e senadores. E até onde eu sei, se você elege um deputado ou um senador entende que ele te convenceu e que vai brigar pelos seus interesses. Depois de eleito, infelizmente, o amiguinho que você tanto confiou tomará decisões não porque ele é livre e está numa democracia, mas sim porque a liderança de seu partido político determinou.

As lideranças dos Partidos Políticos dentro do congresso mandam e desmandam em seus filiados eleitos, como numa ditadura. A liderança manda e o candidato que você elegeu obedece. E ai daquele que desobedecer esta decisão.


afinal, por que existe o voto secreto na camara? por que eu não posso saber do voto do meu candidato? q porra é essa?

E não para por aí... as alianças entre os partidos são feitas de acordo com cada assunto em pauta. Há uma troca de favores constantes no congresso, o que me leva a crer que quanto mais partidos, mais burocrata fica a máquina governamental. No final quem sofre é você, troxa, que fica esperando um hospital ser construído, ou uma estrada ser reformada...

E não é só na esfera de investimentos públicos que as alianças são feitas, a mini-ditadura dos partidos está presente ns diversas CPIs ou investigações no congresso. Elas também são alvo de acordos entre partidos, é o famoso “rabo preso”.

“Eu sei um podre seu então não faça graça comigo que eu te ferro também”.

Acho que essa frase diz tudo, as alianças entre partidos minam qualquer chance de algum deputado ladrão e corrupto ser considerado culpado...

E você, troxa, vai ficar aí lendo essa borrifada escrita por mim, um troxa, ou vai fazer algo?
Ah, voce tem trabalhar amanha e ir pra balada de noite? sábado tem churrasco? Domingo tem futebol? Quem sabe um outro dia...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ah vergonha alheia


Um dos grandes avanços que a tecnologia proporcionou é a disseminação da vergonha alheia. É incrível como gostamos de ter a sensação de vergonha alheia. Quanto maior for o papel de bobo, besta, idiota, mais gostamos e divulgamos. Preste atenção nos vídeos que te mostram do you tube, a maioria é de vergonha alheia.
Outro fenômeno relacionado a vergonha alheia, é quererem repetir! Eu não entendo! Um faz uma merda o outro vai lá e faz igual, ou faz um funk da coisa!

A minha borrifada aqui, vai para as pessoas se sujeitarem a fazer coisas idiotas simplesmente para aparecer e achar que ganharão algum dinheiro com isso. Inocento aqui pessoas como o Jeremias que estava daquele jeito e sem saber acabou na rede, e mais ainda o criativo funk dele que quando achávamos que a piada estava esgotada, surge o funk!

E aquela história de colocou na rede é pra todo mundo, é verdade amigo. Cicarelli tentou mas não deu. Por isso ao brincar com câmera digital com namorado, tome cuidado ao dar o pé na bunda. E pense antes de colocar aquela declaração de amor, porque vai que ela vai para num blog.

meu deus, o rapaz estava sóbrio.

E nunca acredite no “não passa pra ninguém esse email”. Porque ele vai falar isso para o outro cara.
Os vídeos a seguir causaram muita dor, imagine se fosse você.Mas pode rir sem culpa, estão todos bem e eu to rindo ainda do Disgrama caiu. E o último era eu! (antes que os outros borrifadores aqui coloquem)







Rir das desgraças dos outros mostra como o ser humano realmente pode ser. E eu me incluo nessa ...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Eu poderia estar roubando, poderia estar matando, mas estou cantando


Caros leitores,

Hoje, darei aqui algumas receitas para ganharmos dinheiro de forma rápida e sem muito trabalho nem talento.

Não. Não sou membro de uma companhia chinesa que procura parceiros comerciais no Brasil nem farei outra oferta que você encontra no seu scrapbook ou e-mail.

Ensinarei como ganhar dinheiro com música.

Primeiro de tudo, que fique claro que você não precisa ter uma voz maravilhosa, muito menos afinada, pois se Britney Spears (vide vídeo abaixo), Kelly Key, Felipe Dylon, Dado Dolabella, etc, conseguiram, você também consegue. A tecnologia está aí pra isso e qualquer voz pode ser afinada no computador.



O importante é você entender o que os ouvintes querem ver (nem sempre ouvir) e manter a pose!

Passarei hoje por 3 estilos musicais, podendo estender na próxima borrifada a outros estilos igualmente propensos ao sucesso mas um pouco fora da mídia hoje.

Comecemos.

Sabe aquela música lentinha, numa batida irritante e monótona, tipo Jack Johnson, que você ouviria pra dormir? É o famoso Reggae.

Surgido nos anos 70 misturando elementos de Ska, o Reggae foi popularizado e até hoje é bem lembrando pelo seu principal ícone, o maconheiro-mor Bob Marley.

Para se ter uma banda de reggae é preciso cumprir os requisitos:

1- Uma guitarra ligada num pedal de wah-wah e saber mexer a mão para cima e para baixo (não é preciso muito ritmo);

2- Alguém na banda necessariamente deve ter dreads nojentos no cabelo;

3- Usar elementos nas cores amarela, verde e vermelho, por mais feio que isso fique;

4- Usar expressões como “vibe”, “good vibrations”, “Jah bless you”, entre outras que envolvam essas energias cósmicas;

5- Por último, mas não menos importante, quero deixar claro que é possível fazer sucesso sem nada disso, apenas com um pouco de sorte, como fez Armandinho.

Caso você tenha um irmão ou primo precisando de grana, a melhor pedida é montar uma dupla sertaneja.

Não se preocupe, pois hoje em dia pra fazer sucesso nesse estilo não precisa mais usar mullets nem calças "aperta saco", a não ser que você seja um cantor sertanEMO.

Vamos às dicas sertanejas:

1- Arrume um parceiro. Pode ser irmão, primo, amigo, etc, e se a voz dele for pior que a sua, desligue o microfone e diga que ele faz "segunda voz";

2- É recomendável que, mesmo sem saber tocar, um dos dois porte um violão, pra dar um ar mais profissional pra dupla. Note que todas as duplas fazem isso, mesmo que na banda gigante que toque com eles tenham outros 3 violões;

3- O visual é mais moderno. Roupa xadrez ou algo que remeta às origens da música sertaneja nem sempre são bem aceitas;

4- Ganha pontos se você for bonito ou então gordinho, com o qual as pessoas geralmente simpatizam mais fácil;
5- Muito importante: jamais cante as músicas sertanejas clássicas! Você deve esquecer Tonico e Tinoco, Chico Mineiro, Tristeza do Jeca, etc... O que rola é você compor uma música mela cueca que fale um pouco de natureza, misturando com bebida e uma pitada de músicas românticas da Pitty. Músicas com piadinhas idiotas e trocadilhos bestas também são aceitas.

Agora, se você for mais ligado em internet, em ler blogs idiotas como esse e ficar usando twitter e myspace, ainda há a opção de ser um músico idiota de internet.

Para isso, tenha em mente o seguinte:

1- Você deve ter uma conta em cada mídia social;

2- Geralmente, você será melhor aceito se for jovem, afinal, grande parte das pessoas que ouvirão sua música na internet também são, ou pelo menos vão admirar o fato de você ser um "prodígio"antenado com as novas tendências;
Ps: Caso você não seja jovem, faça papel de retardado que as pessoas podem se sensibilizar e te achar "fofinho".
3- Revire os discos do seu pai e diga que são suas influências. Quanto mais antigo melhor (faz as pessoas te acharem mais prodígio ainda), e mesmo que você não conheça lhufas do artista em questão, finja que o conhece;
Ps: Caso seu pai não tenha discos, fica a dica: pode dizer que você usa um pouco de Robert Johnson na pegada blues, a harmonia dos discos de Miles Davis e o gingado do homem de preto Johnny Cash. Não esqueça de valorizar o produto nacional... cite um ou outro disco de Mutantes e Novos Baianos.

4- Compre um óculos aro grosso e caso você seja menino, arrume uma namorada magrela, estranha, de cabelo colorido e que curta filmes iranianos; caso você seja menina, namore um cara barbudo que acha que manja muito de bossa nova;

5- Seu perfil nas mídias sociais deve ter tons pastéis ou escala de cinza. Tire fotos de partes de objetos ou do seu corpo. Pintar os olhos e usar nariz de palhaço é bem legal também;

6- Nunca. Eu disse NUNCA escreva algo ou diga algo que faça sentido às pessoas normais. Misture palavras, inverta frases ou fale coisas sem sentido para simplesmente parecer cult. Em caso de entrevistas, esse ponto deve ficar muito evidente.

Por enquanto é isso... Na semana que vem mais dicas pra fazer sucesso em outras praias.

Espero que dê certo!

Vamo cair pra dentro

Boa noite meus amigos. A minha borrifada de hoje veio como inspiração da minha viagem de 4 dias para Belo Horizonte no feriado paulista. Eu sempre fui um cara que quando viaja, gosto de explorar e observar coisas que geralmente o turista não olha. Eu gosto de ver como as pessoas do lugar se relacionam, no que dão valor, gosto de andar de busão, de trem, conhecer o dia a dia de como seria morar lá. Talvez isso seja porque eu ainda não decidi o lugar onde vou ficar coçando o saco quando for milionário.

Bom, foda-se, ninguém aqui quer saber de mim, e sim no que vou borrifar. Hoje eu vou borrifar nas pessoas que por pura comodidade / medo / cu-froxo / ignorância, não saem do seu mundinho, e falam mal de absolutamente de tudo o que está fora dele. Eu não estou falando de viagens não. Estou falando da sua própria cidade. Do boteco ao lado da sua faculdade onde você vê os peões tomando café. Do trem que chega até Osasco. Das biqueiras que comandam as favelas no bairro de Cidade Dutra. Da lotação “Itaquera 1 real” com o cara de bigodinho e corrente de ouro.

É muito engraçado quando você viaja, e é recebido por amigos locais, e vê eles conversando de onde seria interessante te levar. Você pode notar, que grande parte deles não conhece os principais pontos turísticos da cidade, não sabe o que é interessante, não sabe os caminhos, e é por isso que gostam tanto dos outros lugares e falam mal de onde vivem. Se um amigo seu chega à São Paulo, pra onde você vai levar ele ? Eu aposto que 90% dos paulistanos nunca foram ao Bar Brahma, ao Terraço Itália ou ao Masp. Só vão quando vem alguém de fora. Quando fui para Minas, meu amigo não sabia que havia visitação ao mineirão por 2 reais, com direito a conhecer sala de imprensa, vestiário e entrar no gramado. Minha outra amiga não sabia onde ficava um dos mais tradicionais restaurantes de comida mineira.

Pobres tem a desculpa de não terem dinheiro, mas quando tem, preferem comprar um Playstation 3, ou enfiar toda a grana num puta sonzão pra rodar tocando Rap pelas quebradas, do que visitar eventos culturais, frequentar lugares das diferentes regiões da sua própria cidade. Eu falo de São Paulo porque é aonde moro, e existem lugares onde eu nunca fui. Mas com certeza no RJ, MG, BA e RS acontece a mesma coisa. Bom, no RS eu acredito que não existam pobres né tchê?

Ricos são os piores. Playboyzinhos e Patys só conhecem os caminhos da escola pra casa, da casa pra balada da modinha. Da casa pra faculdade, pra casa da amiga em Alphaville. Muitas nunca pegaram um ônibus, e acreditam que podem a qualquer momento ter o onibus queimado igual viram na televisão. Nunca vão parar de vidro aberto num farol porque aquele cara que ta ali rindo dela bêbado (por ela estar com medo) provavelmente iria estuprá-la. E aí quando viaja pra Buenos Aires, vai conhecer o bairro do BOCA! Porque acha bonito ver La Bombonera, quando o time modinha (lê-se Palmeiras, Cruzeiro e Fluminense) achou demais assistir a semi final da libertadores com aquela torcida que não parava de cantar. Mas não sabe que aquele lugar é muito mais perigoso do que o Brás, por exemplo. E que o Brás tem uma incrível variedade de pessoas vindas de vários lugares e milhões de coisas a se conhecer.

A conclusão que eu tiro é que, um cara tapado e peão como o Zina as vezes sabe muito mais o que é a vida do que nós estudados, criados a leite com pêra. Porque? Porque quando alguém propõe algo pra ele, ele responde: “Eu topo! Porque não? Vamo cair pra dentro! Vamo cair pra dentro!” E é essa a mensagem que eu deixo meu povo, explore o lugar onde você vive. A cada final de semana, vá em um bar / boteco / balada diferente. Visite parentes seus, tanto em Alphaville como em Pareilheiros. Mas não visite por 1 , 2 horas, e sim por 2, 3 dias. Aprenda como é viver em diferentes situações.

Aprenda que a vida pode ser muito diferente e com coisas simples e prazerosas de se fazer, sem que você tenha que gastar milhares de dólares para ir pra Londres lavar prato, ou pra Austrália lavar carro (me auto-borrifei). Quando for pra Argentina, visite também o estádio do Newell´s Old Boys, quando for pra Nova York, não fique apenas em Manhattan, conheça New Jersey, pegue um busão lá, pergunte ao motorista de ônibus qual é o melhor bar da cidade, você pode se surpreender e ainda gastar muito menos do que planejava. Mas antes, conheça o próprio lugar onde você vive.

(Na foto, Diogo Petrescu e Paulo Dragocinovic, os únicos a tirar foto em frente ao escudo do América, enquanto algumas outras se aglomeravam em frente aos símbolos de Cruzeiro e Atlético)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Eu avisei...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Do que as mulheres gostam


Um dos maiores desafios da vida de um homem é aprender a conquistar uma mulher. É o famoso xaveco, paquera, trocar idéia, jogar um lero, tentar pegar. Em algum livro safado de auto-ajuda foi dito que você, homem, pode ter a mulher que você quiser. O problema é que não te ensinam como fazê-lo corretamente... a verdade é que não existe segredo...

Poucos são os felizardos que nascem com o dom de conquistar uma mulher no papo. A grande maioria tem que aprender na marra. E aprender na marra significa que você terá de passar por situações constrangedoras e humilhantes, ao ponto de uma única mulher levar sua auto estima lá para baixo. O quanto você é capaz de agüentar esta humilhação ditará o norte de seus resultados.

O cronograma masculino é bem curioso quando se trata da relação homem – mulher:

- 0 aos 7 anos: você é considerado uma mulherzinha se te pegarem conversando com uma menina da classe.
- 8 aos 12 anos: pegar na mão de uma menina te levará ao posto de garanhão.
- dos 13 aos 18: seus amigos querem saber se você conseguiu beijar a menina. Caso positivo, you are the king!
- dos 19 aos 120 anos: não basta beijar, tem que finalizar (lê-se transar gostosinho).

Nas baladas, bares e festas conseguimos entender o quanto a mulher pode ser cruel com o ser humano do sexo masculino. As situações humilhantes a qual citei no inicio desta borrifada podem acontecer de diversas formas.

Você finalmente escolhe uma piriguete para xavecar e vai de encontro a ela. O papo começa com aquele padrão de sempre e, se você mandar bem, a coisa rola naturalmente. Quando você menos espera aparecem as amigas obesas da pirigueta, puxando ela pelo braço enquanto você continuava com o seu interrogatório em busca de uma bitoca. Pois é, você ficou falando sozinho por culpa das amigas baleais. Elas aparecem dessa forma ríspida ou porque você é feio e elas se sentiram na obrigação de salvar a amiga, ou, como é de praxe das mulheres, não queriam que a amiga ficasse com um galã. Mas a primeira opção seria a mais sensata.

Por diversas vezes você insentiva seu amigo e xavecar a delicinha que estava na fila da balada. Cheio de confiança, seu amigo vai e volta dali 5 minutos. A víbora nem quis ouvir o que ele tinha a dizer. Isso me irrita, você conhece seu amigo mais do que ninguém, sabe que o cara é firmeza, e a mina dispensa sem nem ouvir porra nenhuma. Macarrão com pernas não existe, mas cobras com perna, peito e bunda sim, acreditem nisso...

Por fim, se não pegamos nada até tarde da madrugada apelamos para o desespero. Gritamos com qualquer uma que passa, falamos em idiomas incompreensíveis, damos risada da desgraça.

É incompreensível, irracional e irritante. Ou você dá o tiro certo, ou toma um pé na bunda. Não adianta, o jeito é arriscar de todas as formas e rezar para que de certo. Nunca desistir, afinal nenhuma mulher pode nos afetar, mesmo a mais gostosa.

E o pior é que se vê por ae tantas mulheres deliciosas na televisão reclamando que não conseguem achar ninguém “especial”. E você se pergunta: "po, estou aqui, eu sou especial!"


...Ao menos nos dêem uma chance para conversar...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Phil Barros, o de chapéu

Mais um borrifador furão, pra não deixar o dia sem post, segue um vídeo do borrifador furão em sua performance. Enjoy


terça-feira, 7 de julho de 2009

A geração frú-frú

Bom dia meus amigos. Semana passada foi aniversário do meu irmão... ele fez 14 anos e fez uma festa para comemorar. Eu tive então contato com a mulecada dentro de uma van por alguns minutos e por algumas horas na festa, obviamente, isso é o que me inspirou a borrifada de hoje.

Se você tem um(a) irmão(ã) ou namorada(o) entre 13 e 18 anos vai entender bem do que estou falando. Eu não sou e nem quero ser daqueles velhos conservadores, que acha que antigamente tudo era melhor e que hoje em dia nada presta. Mas essa geração que está vindo aí me dá pena, e me dá nojo. É impressão minha, ou os muleques são extremamente afeminados, e não é difícil você ao ver um grupo não saber distinguir qual é homem e qual é mulher ? Porque ambos passam lápis preto.

Algumas curiosidades que você pode notar:

- Os homens querem ser metidos a rebeldes e colocam piercings. Mas apenas na orelha, não tem coragem o suficiente pra colocar em outro lugar. E por ser uma geração que nasceu com a internet, utilizam de forma diferente de nós. Pode ver, essas pequenas pessoas tem sempre frases sem sentido e piadinhas internas em seu orkut e msn, e não é raro você ver fotos de screen shots de conversas de MSN sem sentido algum! Eu acho que é alguma demência mental, não consigo entender.

- Todas as mulheres são fãs de bandas frú-frú como Mcfly, Fresno e outras com rapazes claramente homossexuais. Tudo bem, na minha geração também tinha Backstreet Boys.... mas a diferença é que eu não via homens que curtiam aquilo ou se vestiam iguais!!! E o pior é que essas bandas são sinônimos de rock pra muitos deles!!! Vai dizer que você não ve uma banda “diferente” dessas todo dia na MTV ?

- Cabelos grandes. Todos os muleques tem cabelo grande, mas não styles como o dos argentinos ou da geração roqueira dos anos 80, mas sim com franjas ridículas que a gente vê esses modelos homossexuais branquelos que não pesam mais de 20 quilos usando, porque o estilista bicha mandou o maquiador viado fazer. Chapinha também é comum.

- Sempre tem no grupo, um amigo desse seu conhecido que é metido a skatista. O muleque mete um boné de aba reta e fala cheio de gíria, apesar de morar nos Jardins ou em um condomínio fechado da Zona Oeste. Você nunca vai ver ele falando de outra coisa que não seja as manobras que ele fez ou viu alguem fazer, tipo noolie, kickflip, etc. etc. Ah , esses muleques geralmente pegam as minas de 12 anos, e falam de sexo para os amigos sem nunca ter feito isso.

- Mini lesbian/puta. É comum você ver essas garotas se vestindo como verdadeiras putas, na festa do meu irmão tinha uma que estava que nem aquela estranha da novela das 8, que usa um chapéu ridículo. E não é nada estranho você ver mulheres se beijando. O homossexualismo é algo mais frequente do que você imagina nessa geração. Fora os casais que namoram a menos de 1 mês e já tem anel de compromisso.

- É impressionante como o Disney Channel teve muito mais influência sobre esse povo do que teve sobre nós. É só você ver que toda hora aparece do nada um mega grupo que vai fazer shows pra milhares de pessoas no Brasil, e você nunca ouviu falar. Tipo Jonas Brothers, Miley Cyrus, High School Musical...

- Tem um português sofrível!

As pessoas que nasceram depois de 91, 92 tem três fatores muito importantes que para mim, são um divisor de águas no que diz respeito à sua formação, e estão colocados no seu devido grau de importância:

1 – Não viram Ayrton Senna da Silva vivo.
2 – Já nasceram com a internet como parte do seu cotidiano.
3 – Pais ausentes ou então mais retardados que os filhos.

Alguém discorda?? Que outro ícone-herói-exemplo essa geração viu? Quem essa mulecada viu nesse país como alguém que acordava cedo, batalhava, se dedicava, tinha disciplina e vencia ? Ao contrário, nem os próprios pais são assim. Os pais de hoje são aqueles que provavelmente herdaram o que tem da geração de antes deles, e agora estão gastando e eu quero ver o que essa geração tem a fazer !

Ah, quero deixar bem claro que meu irmão eu tento deixar de fora dessa palhaçada! A única coisa que eu não consegui foi impedir o piercing na orelha... com um dadinho colorido!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Rodolfus, do latim: "Borrifadorus ausentis"



Queria deixar aqui a minha borrifada em um borrifador que há 2 meses não posta nada, e é por isso que você vem aqui na segunda feira e só encontra o mesmo texto do Petrescu toda vez.

Rodolfus é corinthiano, do latim "Gambas emboasfasis", e também é um trabalhador, mas existe tempo para borrifar a qualquer hora. Com certeza ele perde seu tempo com bobagens. Um dos motivos que fez ele parar de borrifar, com certeza foram as ameaças do forte borrifador "Diogo Petrescu", que com seus quase 40 kg toda vez dizia: "Rodolover, some daqui, vou te dar uma porrada, some daqui!"

O Borrifando é um blog que precisa de posts diários, portanto, da próxima vez que furar, Rodolfus terá fotos suas divulgadas e borrifadas, além de comentários de sua vida pessoal expostas aqui.

Talvez Rodolfus não se importe tanto com isso... mas o Sr. PHILL BARROS, que vem bombando as borrifadinhas mas nunca coloca uma porra de um texto na quarta.. esse eu tenho ctza que tem medo de ser desmascarado de seu personagem borrifador.

Do latim, "sem maises"

Paulo Dragocinovic

sábado, 4 de julho de 2009

Humor a lá “brasileira”

Tipos de humor são tão variados que criamos esteriótipos muito claros do que entendemos como humor. Eles são taxados de humor negro, humor sarcástico ou até mesmo humor trash.
Talvez nós, brasileiros, tenhamos sido privilegiados com uma percepção da realidade apurada e, de fato, sabemos fazer piadas, rir e se divertir de assuntos completamente não ortodoxos. Fazemos piadas de tudo e de todos. Ninguém é poupado.
O que faz com que este humor seja tão “democrático” é o fato de sermos um povo tão fudido, tosco e mequetrefe que perdemos nosso “filtro” do politicamente correto.
Político, cantor, piloto, mortos, tragédias de avião, nada passa batido.

Esta semana, por exemplo, ouvi uma piadinha dizendo que o ano da França no Brasil teve como plataforma de lançamento um avião da Air France de presente para o país. Este tipo de atitude é simplesmente uma heresia para qualquer outra cultura. Aqui é natural.
Mas até que ponto isso é bom?

Creio não existir resposta certa para este tipo de questão, até porque não falamos essas coisas com maldade, soltamos porque vem à nossa cabeça e pronto. Ponto final.
Existe mais maldade num xingamento de macaquito vindo de um argentino do que todas estas piadas de humor negro que nós, brasileiros, fazemos.
O mais legal no humor brasileiro é a diversidade que existe dentro do próprio país. Nordestinos são engraçados por natureza. Fazem piadas da própria situação deles e de suas origens vira-latas. Provavelmente é o melhor celeiro de pessoas engraçadas do Brasil. A primeiro momento não é um humor inteligente. Mas por trás existe muita sutileza. O carioca não faz humor. Ele, por si só é uma piada. Afinal um cara que anda de sunga e tênis, fala bixxcoito e quer passar a perna em todo mundo já é um personagem.

Tem os caipiras. Estes me irritam. Como bem disse meu caro Pedro Caramuru, eles sempre querem ser vistos como mais engraçados do que todo mundo, mesmo a gente já sabendo que o cara é engraçado. É exatamente quando ele não se esforça que o negócio fica divertido de verdade. Seja pelo jeito de falar ou qualquer coisa que o valha.
Aí tem os paulistanos. Sarcásticos, irônicos e sempre com aquele ar de melancolia. Nada mais do que um esboço do humor britânico. A diferença é que o repertório tem o instinto malandro do brasileiro. Mas sem a melemolências ou naturalidade de um caipira ou nordestino. É muita piadinha para um só país.
Mas também nosso humor pára por aí. Porque curitibanos não tem senso de humor. É mais ou menos o que os ingleses acham dos alemães. Um dia um alemão puto com uma chuva em Londres atacou o inglês e disse:
- Daqui uns mil anos os ingleses vão nascer com os dedos palmados.
Aí o britânico respondeu:
- E mais ou menos por aí os alemães terão algum tipo de senso de humor.
Outro fato claro a respeito dessa percepção inglesa dos alemães é um vídeo, que conta a história da piada mais engraçada do mundo, que eles usam como arma contra os alemães nazistas.
Voltando, curitibanos não tem senso de humor. Florianópolis se destaca muito mais pelas mulheres do que pela capacidade de serem engraçados.

Dizem que os gaúchos até tem algum senso de humor, eles apenas não entraram nessa lista por não se tratarem de brasileiros.