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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Não leia esse blog


Hoje minha borrifação será sobre a internet e seus reflexos na música, porém com uma abordagem um pouco diferente da que tive em outros textos.

Outro dia, me envolvi numa amigável e construtiva discussão com um amigo sobre o poder da internet e sua influência em nossas formas de consumo e produção de informações, entre elas, produtos musicais.

Essa mudança já é evidente, como percebemos, por exemplo, em mais uma notícia sobre a queda da venda de CDs, e com isso a internet passa a ser uma ferramenta de compartilhamento, consequentemente, de democratização.

A partir do momento em que todos somos provedores de conteúdos na rede passamos a ter uma responsabilidade muito maior. Todos somos também formadores de opinião, em maior ou menor grau, e isso acontece justamente porque o povo brasileiro é muito pouco questionador.
Aceitamos as informações e conteúdos passivamente. Sempre foi assim, creio eu que muito por culpa do modelo de ensino, que desde sempre estimulou essa passividade, afinal é muito mais fácil ficar na sua do que questionar e bater de frente com os professores na sala de aula.

Ouvimos, assimilamos e tomamos como verdade absoluta. Não somos estimulados a pesquisar para formarmos nossa opinião sobre o assunto e então ter embasamento para discutirmos, seja com professores como com colegas de trabalho, amigos, parentes, etc.

Aí está o grande problema da internet. 

Imagine você que qualquer pessoa alfabetizada e com acesso a internet pode criar um blog e começar a criticar coisas ao acaso. 

Ou melhor. 

Imagine que agora qualquer um com um microfone e um violão grave sua música e poste ela no youtube.

São nesses momentos que precisamos de um olhar crítico. Quando dizem que a Wikipedia está deixando todo mundo mais burro, eu concordo. Nosso filtro é frágil, ainda mais nesse ambiente totalmente vulnerável e inconfiável que é a internet.

Além disso, outro foco da minha borrifação é justamente com o poder democratizador da web.
Pelo amor... no Brasil, segundo dados do Ibope, somos pouco mais de 62 milhões de inernautas, o que representa aproximadamente 33% da população brasileira. E os outros 67%?

Enquanto a inclusão digital não for completa a internet não vai democratizar e sim aumentar o abismo, o que pode até ser bom, pois essas pessoas terão ainda menos olhar crítico sobre os conteúdos da rede. Como já disse meu colega Diogo Petrescu em um post, viva a inclusão digital, mas só se tivermos junto um programa educacional. 

Enquanto todos idolatram aquela tia escocesa, Susan Boyle, só porque seu vídeo no youtube teve sei la quantos views em sei la quanto tempo, me pergunto quantos talentos tão bons ou até melhores que ela estão escondidos em casas de pau-a-pique no interior do Brasil.

Pelo menos, reconheço que Susan Boyle é de certa forma talentosa, mas imagina se aparece outra Mallu Magalhães no showbizz britânico...

sábado, 21 de março de 2009

Não culpe a inclusão digital

De algum tempo para cá venho notando certo público crescente na internet brasileira. A chamada “classe C” emergente.
Nada mais é do que um pessoal que teve sua renda familiar aumentada devido a programas do governo federal, aumento do dinheiro em circulação na mão desse pessoal, o que gerou, em linhas gerais, porém sensívelmente, uma melhora na qualidade de vida.

Só para você ter uma idéia, 23 milhões de brasileiros tiveram ascensão social das classes D e E para a classe C de 2006 a 2008, segundo o grupo Abril. Isto, antes da crise do último semestre de 2008, alavancou a venda de eletrônicos para este grupo de brasileiros, já que eles começaram a ter acesso ao crédito como nunca antes “na história deste país”, como adora dizer o 4 dedos.
Bem, entre estes eletrônicos, estão os microcomputadores. Segundo dados de consultorias, 40% dos PCs vendidos em 2008 foram para esta galera. Isto, definitivamente, não é pouco.

Até aí, tudo excelente. É bom e válido que haja inclusão digital para todos os brasileiros. Isto leva notícias e reportagens a quem não tem acesso, aumenta a cultura do pessoal e desperta a curiosidade. Porém não é bem assim que a “galera da C” usa a internet. Pelo menos, não a maioria. O Orkut é um bom exemplo disso. A maioria do pessoal está mesmo é querendo um computador para, como todos, falar com os amigos no MSN e em sites de relacionamentos.
Aí é que a coisa fica feia. Mesmo tendo um pouco mais de renda, isso não exclui o fato deste povo ser extremamente mal instruído e mal informado. A gente vê isso claramente em sites como o “Pérolas do Orkut”, onde exemplo de absurdos virtuais são mostrados sem nenhum pudor.

É por isso que entra o meu apelo para esse povo brasileiro ter mais acesso à educação do que a inclusão digital, já que uma é conseqüência da outra. Mas o oposto não é verdadeiro. Quem tem acesso ao computador, não terá acesso à educação. Só irá escancarar como o sistema de ensino e cultural do Brasil é um lixo e como a grande maioria dos brasileiros é um produto desta má gestão educacional.

Se você ousar ver o tipo de pérolas que a ascensão da classe C gerou na internet, com certeza sentirá vergonha de seus irmãos brasileiros. Verá um país dominado por analfabetos funcionais, bregas, sem noção e sem qualquer domínio do que as palavras elegância e classe querem dizer.
Por isso que eu digo, mais vale o valor intangível de um povo do que seus bens materiais. Do que adianta falar de inclusão digital se o esse povo não tem qualquer valor mais profundo para construir uma vida sustentável?

É notável que a educação de base é o futuro deste país, por isso sou a favor de que todos os filhos de deputados estudem em colégios públicos, para os dirigentes saberem na pele qual é a verdade por trás da falta de educação dos brasileiros. Medidas tem que ser tomadas não só para que a crise que começa a bater no nosso nariz não seja devastadora, mas principalmente para que se comece uma evolução educacional neste país.

Caso isso não seja feito, continuaremos sendo um povo brega, sem valores e sem noção. Joselitos sem qualquer semancol de bons costumes e libertinos de um futuro próspero. A educação e o acesso à cultura fizeram nossos vizinhos uruguaios e argentinos politizados, cultos e classudos. Por isso sobrevivem há muito tempo qualquer tipo de crise ou dificuldade financeira. Pois tem valores. Em contrapartida, nós brasileiros, se podemos nos comparar com qualquer outro povo, somos tão brega quanto os mexicanos, que também pela falta de educação e acesso à cultura estão, mesmo com muito mais indústrias e riqueza que outros países, distantes do rompimento de um cordão umbilical centenário chamado falta de educação.

Então da próxima vez que você ver uma pérola no Orkut, não esbraveje “Maldita inclusão digital”. É mais correto gritar “Maldita exclusão educacional”.