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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Uma questão de berço explêndido

Pra quem acompanha o blog, já viu textos aqui falando sobre isso. O Petrescu uma vez falou sobre como o pior do Brasil é o brasileiro, e eu também não tenho dúvidas disso. A minha borrifada de hoje foi inspirada por uma situação besta mas que se for analisada a fundo pode explicar muita coisa.

Eu estava com meu pai, meu irmão de 14 anos e mais 2 amigos no clássico que aconteceu no morumbi esse domingo. Na saída do estádio tudo correu tranquilamente, as pessoas dirigiam-se aos seus carros em caminhos contrários, e mesmo as pessoas sem camisa sendo facilmente reconhecíveis como torcedores rivais, houve um clima de paz. O que aconteceu foi que, meu irmão estava subindo a ladeira e outro garoto com o pai descia, devido à quantidade de pessoas e carros na rua, os dois se trombaram, e o garoto que devia ter uns 9 ou 10 anos de idade imediatamente disse: "Desculpa!" para o meu irmão, que prontamente respondeu "Tudo bem" e ambos continuaram seu caminho. O problema é que após a situação eu ouço o pai do garoto dizendo: "Ele é que tem que olhar pra frente filho!" .

Mano... mesmo que o outro estivesse errado, qual é o grande drama de se pedir desculpas em uma situação tão besta ??? Porque é que o brasileiro tem que querer levar vantagem em qualquer momento ? O problema é que os pais tem na cabeça, que se não ensinarem os filhos a serem malandros e pouco educados com os outros, vão ser passados pra trás e engolidos por qualquer um mais esperto. Isso está errado. Imaginem como tudo seria tão melhor no Brasil se as pessoas esperassem as outras saírem do metrô antes de tentar entrar a todo custo. Imaginem se as filas fossem respeitadas e não existissem milhões de pessoas tentando furar , conversando com o segurança / promotor ou dono do local. Imaginem se os carros deixassem você atravessar a rua em um lucal sem sinal.

Sei lá... eu não vejo que estou me rebaixando quando, uma pessoa distraída ta na rua e pisa no pé, e eu simplesmente digo, tudo bem, e continuo meu caminho. A minha explicação para essa raiva/medo dos outros é a ignorância. Eu acho que o povo é tão ignorante que para não se sentir por baixo, prefere bater de frente com todo mundo, impor sua opinião, falar mais alto, não pedir desculpas e muito menos dizer obrigado. Afinal, você é maior! Pode saber que é um baita de um ignorante, mas mesmo assim, anda com o nariz em pé. Afinal você é brasileiro! Você é malandro!

E mais uma vez , aqueles ídolos da MPB que vocês tanto idolatram e me xingaram , vem fazendo mal ao Brasil.. afinal pra eles, malandro é malandro e mané é mané! E no final acaba todo mundo sendo mané do resto do mundo!!! A hipocrisia continua tomando conta da nação. E esse mesmo pai deve ficar revoltado com brigas nos estádios, deve ficar falando mal do que passa no Datena para os seus colegas de trabalho, mas provavelmente não se tocou que da próxima vez o seu filho pode voltar de uma festa com o olho roxo ou então uma garrafa estourada na cabeça... simplesmente porque é proibido pedir desculpa pra um desconhecido ! Ele sempre está certo.....

mas...

E O MUNDO, O QUE ACHA DISSO ???

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cacildis


O brasileiro é um fanfarrão. Disso todos nós sabemos.
Um povo alegre, descontraído, festivo, e que muitas vezes prefere rir (até de si mesmo) para não chorar.

Um povo sofrido, batalhador e que encara todos os seus desafios com bom humor. 

Um povo com a cara do Mussum.

O brasileiro é macunaímico... com algumas semelhanças com Leonardo Pataca (como já dizia um certo professor), e de tão bem humorado, acha que sua malandragem e seu jeitinho brasileiro são grandes piadas, e, consequentemente, que é bonito ser malandro, como já dizia Gerson.

Enfim, é um povo fanfarrão (como já foi muito bem definido aqui no blog por Paulo Dragocinovic e Diogo Petrescu).

Essa semana diversas vezes me deparei com manifestações da população contra a determinação restringindo a circulação de fretados na cidade de São Paulo. Na maioria das vezes, não passavam de baderneiros.

Acho muito engraçado quando uma emissora de TV vai fazer alguma cobertura desses fatos e o que vemos são aquelas pessoas fazendo rimas imbecis, batendo palminha e na maioria das vezes rindo! Da-lhe o bom humor brasileiro! É muito divertido ir para uma manifestação que até então era séria, afinal é uma luta por direitos que as pessoas (acham que) têm, e encontrar pessoas bem humoradas, malandras, macunaímicas, rindo e se divertindo por estarem aparecendo na televisão.

O brasileiro muitas vezes também é bastante individualista.

Nas manifestações pró-fretados, pipocavam diversas faixas mandando o Kassab pra tudo quanto é lugar.

Aposto que no mínimo 50% dessas pessoas ficaram muito contentes com a Lei Cidade Limpa, ou qualquer outro impacto que tiveram em suas vidas por alguma determinação do Kassab, mas como pimenta nos olhos dos outros é refresco, agora pedem a saída do prefeito paulistano. Por favor, acordem! Pessoas erram e acertam! Não é porque o Kassab pode ter errado agora que é o pior prefeito que já tivemos, assim como não é o melhor. Se forem lutar pelos seus interesses, pelo menos que o façam direito!

Mais um fato curioso foi a forma como foi feito, com milhares de "focos" de protesto, sem muita organização, apenas servindo para que 15 ou 20 baderneiros se reunissem em diversas esquinas quaisquer para liberarem seu lado argentino de reivindicadores. Pra que se juntarem todos pra chamar mais atenção e ter mais força e voz política?

Pelo menos dessa vez as manifestações são por algo real, e não movimentos do PSTU contra "o sistema", afinal a culpa é sempre do sistema...

E viva o Brasil e os brasileiros, que continuam rindo de si mesmos. Mas como já dizia o Roberto, "quem ri de tudo é desespero".

Cacildis!

sábado, 16 de maio de 2009

Cidade Maravilhosa

“Rio de Janeiro... Rio de Janeiro. Esse samba é só porque Rio eu gosto de você, a morena vai sambar, seu corpo todo balançar, Rio de sol, de céu, de mar. Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão.”
Esses versos de Tom Jobim refletiam um Rio de Janeiro que até o começo dos anos 70 era um lugar bacaninha. Com umas praias legais, o cristo de braços abertos, as montanhas, a malandragem esperta e as mesmas bundas de sempre. Infelizmente quando o mesmo Tom morreu no ano fatídico de 1994, onde também morreram Ayrton Senna e Mussum, o Rio de Janeiro já era um grande bolsão da violência e malandragem morrística.
É realmente inacreditável pensar que o Rio de Janeiro transformou-se no maior exemplo de fudedância do mundo. Em menos de 20 anos conseguiram destruir a cidade mais bonita do mundo e ainda continuam. Apenas guerras conseguem destruir com um local em tão pouco tempo. A idéia de ter hoje, o Rio de Janeiro ainda como benchmark do Brasil frente ao mundo me deixa realmente furioso. Mas em contrapartida não deixa de ser um retrato fiel do que é a porra do Brasil: Um país que muitos acham bonito, mas que se for conhecer por dentro, está podre. Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento.

Eu tenho medo de ir para o Rio e me perder. Você tem medo de ir para o Rio e se perder, também, tenho certeza. Porque todo mundo sabe que o Rio de Janeiro além de ter violência, crime organizado, está recheado de malandros. É bem aquela coisa, a ocasião faz o ladrão. Não vejo isso em outras grandes capitais do Brasil, mesmo elas sendo também violentas.
Em São Paulo eu até me arrisco a andar com vidros abertos à noite, mas não sempre. Em Belo Horizonte também. Curitiba também. Nessas cidades, se você fez merda, ainda consegue livrar a cara. Mas não no Rio. Lá o negócio é dinâmico. Bobeou, perdeu, prayboi!

Agora imaginar o porquê de ter chegado neste nível de selvageria é que dá mais nervoso. A polícia extremamente mal preparada da cidade, cidadões malandrinhos maconheiros da zona sul que dão dinheiro ao tráfico, alienação e políticos ainda piores do que o resto do Brasil. É vergonhoso pensar que Antony Garotinho era governador do Rio de Janeiro. Depois teve aquela maluca lá que governou o Rio por uns tempos. O bispo Marcelo Crivella já chegou a ficar em segundo lugar naquelas bandas para a prefeitura. Definitivamente não dá para levar o Rio a sério porque nem mesmo os próprios cariocas o fazem!

Sabem aquele elefante branco novo, o Engenhão? Vi fotos da fachada e ela está totalmente pixada e às traças. Meus caros amigos, o estádio tem menos de 2 anos de vida. É uma piada pensar que eles ainda querem sediar uma olimpíada. Eles não conseguem nem fazer um clássico direito por lá. Para quem não sabe, tentaram fazer um Botafogo e Flamengo no Engenhão, mas foi proibido por falta de segurança! E foi uma obra de mais de meio bilhão de reais...!Os cariocas são o exemplo vivo que esse país não presta, não é sério e não tem futuro. É um Titanic que já afundou e continua apodrecendo, tanto o Rio quanto boa parte do Brasil. É um câncer que já se alastrou pelo corpo.

Por isso, caros irmãos brasileiros, se por acaso você ver a Globo incentivando as Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro, por favor, façam seu dever de cidadão e não apóiem isso! Não façam isso com vocês mesmos! Até lá não seremos um país sério e menos ainda, o Rio não será uma cidade com credibilidade. Digam não às Olimpíadas. Mas por favor, não diga isso no Rio, se não vocês correm o risco de voltar a pé para sua cidade de origem. E sem os tênis novos.

sábado, 9 de maio de 2009

O pior do Brasil é o brasileiro.

Analisando friamente alguns eventos ocorridos nesta semana, eu tenho que concordar com o Paulo. O Brasil não tem mais jeito. Esse país é um câncer sem cura, que esbarra em gargalos inalteráveis e que jamais poderemos, pelo menos dentro de um prazo de 100 anos, conseguir resolver.
Deixo claro que sou um brasileiro que gosta do Brasil, de seus pontos positivos e da maneira com alguns levam a vida com certa leveza mesmo acorrentados pelos inúmeros problemas. (até certo ponto, veja mais a frente)

Mas sejamos sinceros com a gente mesmo. Alguém tem alguma dúvida de que o problema do Brasil é a educação? Acho que não. O início de todo o câncer é a falta de ensino de base. E é por isso que eu não acredito neste país e na sua corja de malandros. Nunca teremos uma educação de base e as crianças que nascem a todo momento, filho de ventres muitas vezes sem condições para as mais básicas das necessidades, estarão desamparadas por 10, 20 anos da condição primária de conseguir competir para uma vida melhor. Lembram do que o Pelé falou em 1968? “Salvem as criancinhas”. Pois bem, mesmo sendo um cara meio trapaceiro, ele tinha razão naquela época. Se as coisas tivessem mudado desde então, teríamos hoje quarenta anos de gerações que competiria talvez com igualdade de condições com qualquer sueco, alemão ou japonês no mercado de trabalho porque podemos ser melhores. Mas isso não irá acontecer. E os anos passam. E passam. E passam. Mais uma geração foi perdida. A educação faz falta. Mas o problema não é só esse.

Somos um país sem solução porque jamais conseguiremos nos organizar de uma maneira sustentável. Somos um desastre. Não damos importância a coisas simples, mas que fazem toda a diferença como votar ou ter algum tipo de educação em público. Somos condicionados, todos os brasileiros, não só os pobres dos rincões do país, a querer ser esperto, tirar vantagem, conseguir com jeitinho. Enfim, a ser malandro. São coisas simples, mas não conseguimos fazer uma fila. Não conseguimos entrar no transporte coletivo de maneira organizada. Não jogamos o lixo no lixo. Não mijamos dentro da privada. Não respeitamos leis. Enfim, além da questão educação, princípios simples e que todos poderiam seguir sem ter que ficar 10 anos na escola para aprender são jogados dia após dia na lata do lixo, ou melhor, no chão da rua, se tratando de brasileiros. Somos um povo muito indisciplinado, talvez por ter influência de todo lugar do mundo e virar um bolo estranho no produto final.

O exemplo de que só a educação formal não basta é a Coréia do Sul. Lá a disciplina do pessoal ajudou o país a sair de um rincão de pobreza e hoje ser um dos países mais prósperos do mundo. Logicamente investiram pesado em educação, mas não foi só apenas isto que os fez bem sucedido.
Se o mesmo investimento fosse feito no Brasil, a zueira, a falta de compromisso, o comodismo e a falta de capacidade de enxergar cinco metros a frente faria toda a estratégia educacional ir por água abaixo. Somos um povo fanfarrão, para resumir. Sem comprometimento com nós mesmos.

É por isso que eu não acredito no Brasil. É por isso que não tem jeito. Mas muito mais pelo povinho que aqui habita. O Rio de Janeiro é um grande exemplo disso. Não preciso dizer porque. Então diferente daquele papinho velho que todos ouvimos falando das grandes virtudes do povo brasileiro, acho que é exatamente aí que mora o problema. Para mim o pior do Brasil é o brasileiro.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ronaldo conquistou o título de menor expressão da sua carreira !

Como eles mesmos gostam de dizer, o coringão voltou! Sim senhoras e senhores, o time que obtém no título paulista a sua auto-afirmação ! E é fácil perceber porque o Corinthians é o time com o maior número de títulos Paulistas. Existem alguns times que são identificados com alguns campeonatos. Assim como o SPFC se identifica com a Libertadores, o Grêmio com a Copa do Brasil e o Boca com qualquer torneio sulamericano, o Corinthians tem sua história e seus valores ligados com o campeonato paulista. E o Corinthians assim como o Flamengo, por serem os dois times com maior torcida do Brasil, tem muitos pontos que refletem os costumes da nossa pátria amada. Na borrifada de hoje pretendo colocar a euforia de lado e colocar cada torcedor e clube no seu devido lugar.

Antes que me venham com argumentos de que o Corinthians eliminou o São Paulo e o São Paulo queria o Paulistão, eu não discordo, eu queria sim ganhar o Paulista, porque o Paulista é algo tão pequeno que pra todo time grande que joga, é obrigação vencer. Mas eu não trocaria o direito de jogar as oitavas de final da Copa Libertadores pelo título Paulista.

Com a sua camisa estapando logotipos 6 ou 7 marcas diferentes, em um estádio onde os 37.500 lugares colocados a venda não estavam ocupados devido à falta de organização nas vendas e no acesso, os corinthianos fizeram a festa de sua nação. Essa nação que é a única torcida que não trata o Paulistão como Paulistinha, mereceu realmente ganhar. Nenhuma torcida dá tanto valor a esse campeonato como a do Corinthians, e isso mostra que, assim como a maioria do povo Brasileiro, se contenta com pouco. Se contenta com pouco pois aos gritos de “O coringão voltou” ela afirma que o time voltou a ser grande, já que ganhou o Paulista!

Meus caros, algum corinthiano por favor me diga se estiver mentindo, mas o Campeonato estadual é algo que só acontece apenas no Brasil e na Alemanha (falando apenas dos grandes centros). Alguma vez você já viu alguma reportagem do Bayern comemorando o título de Munique ? Você sabia que o Campeonato estadual perde em termos de premiação, assistência, audiência e importância para qualquer outro título que será disputado esse ano, incluindo a Copa Sulamericana? Tudo bem, mas você corinthiano vai me falar que prefere ganhar o Paulista do que a Copa Sulamericana! E é por isso que vocês continuam assim! Afundados em dívidas, com o Ronaldo contratado até hoje sabe-se lá com que dinheiro de que investidores, sem estádio, e com a sua história contada na base de argumentos como : “Aqui é Corinthians!”

O Brasil também é assim. O presidente corinthiano prefere falar que a crise é uma marolinha e continuar com a sua aprovação lá em cima dentro de casa, com seus seguidores que são muito mais empenhados do que seus opositores, e motivo de piada e em alguns casos de completo desconhecimento lá fora. Lula é tratado como o bobo da corte, o palhaço entre os presidentes, aquele cara legal pra chamar para o churrasco. Mas aqui no Brasil, tem que ser respeitado. É mais ou menos o que acontece com o Corinthians, é legal pros gringos ver o Ronaldo sambando em campos de várzea onde a cerca cai, e o Adriano na laje abraçado com uma mina de bunda onde você só encontra no Brasil.

Falando em Ronaldo, ele fez verdade tudo o que eu disse até agora, depois de ficar chocado com a bagunça e desorganização que Corinthians e FPF proporcionaram na grande final. Um campo cheio de areia, estádio (velho e mal cuidado, estampando seus banheiros químicos) com espaços vazios, invasão de campo, milhões de repórteres enroscando seus fios de um lado pro outro, sistema de som bizarro para um hino nacional que foi mais motivo de chacota do que nacionalismo. A escalação de um árbitro que apitou 10 jogos no campeonato, a maioria deles envolvia o Corinthians e em todos eles aconteceu algum lance duvidoso. Um campeonato onde o São Paulo jogava em casa quinta feira as 10 da noite ou as 3 da tarde, enquanto o Corinthians domingo a tarde enchia o pacaembu para ver o Fenômeno. Um campeonato que sempre começa desvalorizado, mas aí os times grandes (leia-se São Paulo, Palmeiras e Santos) começam a dar valor, devido a facilidade encontrada para a conquista de um título que está sendo exaltado pela mídia! Mas que no fim todos sabem, é a cara do Corinthians!

É pelo jeitinho brasileiro e pequeneza presentes na história e na má administração de Corinthians e Flamengo que eu nunca consigo torcer ou ficar feliz com alguma de suas conquitas! Que geralmente são pequenas, mas muito mais comemoradas e exaltadas pela também patética Rede Globo. E é por essas e outras que a Major League Soccer consegue ter uma média de 17.000 torcedores por jogo em um país onde o futebol é o quarto ou quinto esporte preferido, e aqui no Brasil o futebol é um verdadeiro fracasso financeiro. Parabéns Corinthians! O maior campeão paulista de todos os tempos! Tríplice coroinha: Segundinha+Copinha+Paulistinha. E isso está eternamente em sua história... me desculpe porque agora eu preciso saber onde vou jogar as oitavas de final da Copa Libertadores. Aliás, sabem o que é isso ?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

E os malandros continuam sambando.

Olá meus amigos, primeira borrifada do ano foi claramente inspirada por meus 10 dias no litoral norte de São Paulo, rodeado de Abercombies & Fitches, Cadus, Digões, Fezinhas e Maris. Todos fazendo desaparecer o dinheiro dos seus papais e mamães nas vodkas com flying horse vendidas 10x mais caras do que o preço normal, em locais como o Sirena e o Banana´s, onde na teoria se paga de 90 reais para cima apenas para sorrir. Na teoria... porque no Brasil, na teoria está muito longe de se parecer com a prática.

Só tem sucesso na balada aqueles que conseguem os “esquemas”. Mulheres rodeiam aqueles que conversam com primos, parentes, amigos do segurança ou até mesmo aquele que se diz dono da balada. Conversam como se fossem íntimos, tentam chegar a um acordo, eu encho a sua casa de gostosinhas, elas ficam querendo dar pra mim, nós pagamos um pouco mais e tá tudo certo! O problema é sabendo que essa é a melhor forma de ter uma balada “vencedora” todo mundo vira malandro! E não existe ninguém que cogita a possibilidade de entrar, pagar o preço certo cobrado na entrada e se tornar o grande mané da noite. E isso é uma bola de neve, com isso o dono do entretenimento já joga o preço lá em cima para que a negociação ocorra de modo à beneficiá-lo.

Esse é apenas um exemplo do que acontece no Brasil, pois o mesmo ocorre em grandes eventos esportivos, shows nacionais e internacionais, entrevistas de empregos, indicação de cargos, programas de TV, etc. etc. Claro que com um linguajar e uma forma diferente de benefeciar ambas as partes envolvidas. E quem sai ganhando é sempre o mais esperto, a honestidade nesse caso é desconsiderada, afinal, pra que vou ser honesto senão vou ser deixado pra trás?? Ah , mas na hora de voltar o discursinho é o seguinte, não voto nele porque ele é ladrão! Só voto em gente honesta!

É muito fácil reclamar dos outros sem olhar pro próprio rabo, ninguém quer ser desonesto, mas ninguém quer ficar pra trás, e se todo mundo faz porque eu não faço também?? É com essa mentalidade que continuamos a ser o país do futuro! O país do Lula! Lula lá!!! O país de líderes manipuladores sem inteligência alguma, que chegaram lá porque são espertos!!! E que fique bem claro, ser esperto está muito longe de ser bom.

Já dizia a letra do velho samba, malandro é malandro e mané é mané. Acho que o fato de a pessoa que está no mais alto cargo do nosso país ser um semi-analfabeto reflete as condições que todos nós temos que enfrentar. Para ser bem sucedido no Brasil você não tem que ser inteligente, estudar, se dedicar, ou ser o melhor no que faz. Você tem que ser malandro! Que nem o Zé Carioca, que nem o Chico Buarque, que nem o Romário! E é bonito falar da malandragem! Assista a 3 ou 4 filmes no Cine Brasil, sinta-se um verdadeiro Zé Mané pega ninguém! Ou um pé rapado honesto e imbecil, que paga seus impostos e acorda cedo todo dia à toa.

E a Cássia Eller morreu cantando malandragem! E o samba é bonito! O samba representa a malandragem do brasileiro! Brasil, mostra a tua cara....

Tom Jobim disse: “O Brasil não é para principiantes.” É por isso que os alemães, australianos, americanos e franceses não vem morar aqui né?