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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

1 ano bem borrifado.

Dia 9 de dezembro de 2008 tive a idéia apenas de escrever na internet tudo aquilo que me dava na telha, sem me preocupar em ser politicamente correto, e nem saber se existia alguém que tinha vontade de opinar sobre o que eu estava escrevendo. Uma semana depois mais gente com a mesma vontade quis se juntar e assim surgiu o Borrifando !

Hoje são 7 borrifadores, além de 4 ou 5 convidados que escreveram ao longo desse tempo. Dentre alguns dos feitos obtidos estão o convite da MTV para participar de um debate, por causa de um texto aqui no blog, o link em vários outros blogs, elogios da Penélope Nova e do jornalista Marcelo Soares.

Além disso, o borrifadinhas chegou a quase 500 seguidores, e muitos famosos já se irritaram conosco! Entram na lista: Otávio Mesquita, Fernanda Paes Leme, Tânia Panicat, Danilo Gentili, Tony Kanaan, Benjamim Back, Vilaron, Antonio Roque Citadini, Ciro Bottini, Ricardo Caprotti, Silvio Luiz, Joel na Copa e até o nosso hermano Diego Armando Maradona.

No borrifadinhas ainda foram criados 2 bordões que se espalharam, o #momentomontoya , toda vez que alguém se lembra da vida boa que nosso amigo piloto colombiano tem! Tony Kanaan e Rubens Barrichello já tiveram os seus momentos Montoya! Outra criação do borrifadinhas foi o #momentootaviomesquita , que é utilizado quando qualquer piada infame é feita!

E o melhor de tudo isso é que o borrifando sempre foi contra ficar indo atrás de outros blogueiros influentes e postando comentários inúteis em tudo quando é blog só pra ficar popular. Todo mundo que entra e segue aqui, segue porque gosta, e não porque está trocando favor ! E é assim que pretendemos continuar. Mas também, nós adoramos quem não gosta da gente, e quanto mais comentarem, melhores serão as discussões!

Ah sim, também tivemos tentativas de criar modismos, mas sem sucesso... mas quem sabe não conseguimos para o Carnaval 2010 emplacar o hit BANG BANG BANG!? Se nunca ouviram, ouçam!

Além disso temos alguns números, nesse 1 ano, até o momento recebemos 19.165 visitas... e que não seria nada mal chegar aos 20.000 ainda esse ano não é mesmo??? Vamos lá galera, ajudem a divulgar!!

Para comemorar, inauguramos hoje um novo layout, como vocês podem ver. Foi criado por Rodolfus, que não posta há uns 20 anos, mas agora está morando em Madrid, portanto deve estar sempre alcoolizado e transando com européias.

Segue abaixo uma lista escolhida pelos próprios borrifadores. Cada um escolheu aquele texto que escreveu que mais gostou... vale a pena conferir:

Rodolfus: Até tu Rodolfus ? (aba reta)

Debi Gorgulho: Gosto não se discute, mas tem que ter crítica. (esse fui eu que escolhi)

Phill Barros: Eu poderia estar roubando, poderia estar matando, mas estou cantando.

Kiko Botones: Já chegou o disco voador. Onde está?

Diogo Petrescu: O pior do Brasil é o brasileiro.

Paulo Dragocinovic: Essência - Estamos em falta.

Pedro Tadashi: Deus dá asas para quem não sabe voar.

Parabéns borrifadores e também quem se considera um borrifador! Escreva pra gente... o máximo que podemos fazer é borrifar na má qualidade do seu texto, ou então, postar ! E nunca se esqueça... leia sem hipocrisia!

sábado, 13 de junho de 2009

Vamos voar ?

Mais um texto enviado pelo nosso convidado especial, que escreve mais que o Rodopônei... Pedro Caramuru.

Muito obrigado pelas contribuições! Lembrando a todos que o Borrifando tem uma comunidade no orkut... acesse:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=90125709



Após minha última viagem ao Nordeste a serviço do Ron Montilla, juntei alguns cacos para retratar como é (ou como pode ser) dolorosa e cansativa uma viagem de avião em terras tupiniquins.

Capítulo I Check in: me considero um cara prático. Isso quer dizer que sempre darei um jeito de enfiar todas as minhas coisas em mochilas e assim, evitar a primeira das filas, fazendo o check in automático nas estações disponíveis. Ouso dizer que consigo me manter apenas à base de mochilas por até 7 ou 8 dias corridos! Enfim, não posso deixar de notar o caos e atraso que é ter de despachar suas malas antes da viagem. Sempre temos os exagerados carregando seus armários de roupas durante a viagem, os oportunistas levando suas compras do atacado (geralmente eletroeletrônicos / utilitários para a cozinha) embaladas por milhares de pacotes de papel pardo e presos com aquela fita crepe porca dos correios. Com menor frequência, porém também presentes, há aqueles(as) com cargas proibidas ou problemáticas, tipo animais, alimentos, etc.

Capitulo II – Embarque: o povo não costuma dar ouvidos às atendentes de apoio, que insistem em pedir para tirarem seus objetos metálicos do bolso: moedas, chaves, cinto com fivela, celulares. A consequência é que um(a) em três acaba sendo barrado(a) e o resultado se reverte em mais atrasos. A pessoa é obrigada a voltar, tirar os sapatos (que inconveniência, não?) e passar novamente pela máquina. Se apitar de novo e ninguém achar nada, o passageiro acaba seguindo em frente de qualquer maneira, esteja ele carregando uma arma ou qualquer artefato nocivo em suas cuecas.

Capítulo III – Decolagem: Após finalmente você chegar à aeronave, é aplicado mais um teste de paciência. Primeiro todos devem se sentar, claro, nunca respeitando a ordem lógica do embarque (assentos do fundo primeiro). Assim que a porta de embarque se abre, a multidão de animais se aglomera no mesmo espaço, como se estivessem em busca de alimento (talvez achem que o avião vai partir sem eles, sei lá) e entram desordenadamente. Voltando à aeronave: neste momento você já percebeu que a gostosa nunca estará sentada ao seu lado, mas sim algum gordo maloqueiro, velha religiosa ou adolescente espinhudo do sexo masculino (nada contra ninguém, pessoal, mas não podemos negar que seria mais agradável viajar ao lado daquela loirinha show que você estava secando desde a sala de embarque). Bom, feito isso inicia-se então o rito das informações: métodos de segurança (haha, alguém acredita nisso?) + anúncio dos patrocinadores e companhia aérea, além da cautelosa manobra do avião à pista. Nessa brincadeira perdemos mais algumas dezenas de minutos.

Capítulo IV – Conforto: se você tem mais de 1,80m, provavelmente saberá o que a sardinha sente ao ir para sua lata. Entendo que dentro da área útil do avião seja necessário maximizar o número de poltronas/clientes e assim alavancar os lucros de um vôo cheio. Por alguns dólares a mais, pessoas como eu são sacrificadas em qualquer vôo mais longo que 1h. Minhas pernas não cabem em baixo da poltrona (tenho que ficar com os joelhos semi dobrados), meus braços ultrapassam o encosto lateral e não consigo me alimentar sem distribuir cotoveladas aos meus parceiros de vôo. E olha que não sou nenhum Hulk Hogan! Pior ainda é quando o mau caráter à sua frente reclina toda a poltrona para trás, comprimindo ainda mais seu singelo e humilde espaço físico. Se você ousar fazer algum contorcionismo para dormir e assim conseguir, prepare-se para acordar com um maldito torcicolo que o perseguirá nas semanas a seguir.

Capítulo V – Lanche: ridículo! Essa é a palavra que expressa toda minha decepção quando é servido aquele que seria o trunfo, ou o grande momento de um vôo. As passagens não são baratas e tenho plena convicção de que as companhias poderiam servir algo mais elaborado e farto do que uma barrinha de cereais, saquinho de amendoim ou qualquer porcaria de lanche frio feito à base de bisnaguinha Seven Boys, uma fatia de apresuntado e meia colherinha de requeijão. Mais ridículo ainda é a ênfase que a TAM coloca quando inventam de pagar de regionais ou apoio à cultura. Recentemente vivenciei a modinha das comidas regionais. Ou seja, se voce viajasse para o Sul, degustaria o “Tradicional Churrasco Gaúcho” – nada mais que uns cubos de coxão duro mal cozidos e meia colher de vinagrete. Indo para o Norte/Nordeste, você teria a fantástica oportunidade de degustar a “Galinhada com arroz amarelo” – arroz cozido com uma pitada de sazon e fiapos de frango com ervilha. E por aí vai... Ah sim! Todos os pratos servidos em porções-degustação, target mulheres 30 – 45 kg.

Capítulo VI – Desembarque: novamente a corja de animais selvagens ugabuga entra em ação neste momento! Reparem como a ansiedade toma conta de todos assim que o piloto anuncia o “preparar para o pouso”. Já posicionados em suas cadeiras, assim que o avião toca as rodas ao solo e começa a frear você já começa a ouvir os “clicks” dos cintos se abrindo e celulares sendo ligados (mesmo que por regra de segurança isso não pudesse acontecer). Quando a aeronave reduz sua velocidade e parte em direção à sua plataforma designada para desembarque, os vorazes passageiros se levantam (todos ao mesmo tempo) e começam a disputar a tapas um espaço no corredor para ver quem vai ficar mais tempo parado. Entre o avião pousar e chegar à sua plataforma com a porta aberta para desembarque temos pelo menos uns 10 minutos. Será que só eu não vejo sentido em ficar esse tempo todo de pé, com malas na sua cara e passageiros se espremendo? Fica aí a dica: todos vão descer!


Capítulo VII – Bagagem: O gran finale fica por conta da retirada das malas. Se você leu com atenção meu texto, nesse momento saberia que eu evito ao máximo esta etapa, o que não me exclui o direito de ser um observador. Os mais afoitos e ligeiros correm em direção à esteira que os pertence, pegam seus carrinhos metálicos e começam a ocupar os espaços disponíveis. Mais uma vez, em questão de minutos a feira está de pé! Pessoas brigando para retirar suas malas, já que num espaço onde caberiam X pessoas de pé, acaba sendo ocupado por 40%.X de pessoas com carrinhos gigantes que ocupam os outros 60% de espaços disponíveis. No final, isso é apenas um grande reflexo da mentalidade egoísta e falta de educação do brasileiro, incapaz de pensar coletivamente e ceder qualquer coisa ao próximo.

Aderindo ao clichê, me despeço hoje com a famosa frase de nossa ilustre sra. Ex-prefeita petista, Marta Suplicy: Relaxa e Goza! (referindo-se ao caos dos aeroportos).

Obrigado e boa tarde a todos!


Pedro Caramuru

sábado, 9 de maio de 2009

O pior do Brasil é o brasileiro.

Analisando friamente alguns eventos ocorridos nesta semana, eu tenho que concordar com o Paulo. O Brasil não tem mais jeito. Esse país é um câncer sem cura, que esbarra em gargalos inalteráveis e que jamais poderemos, pelo menos dentro de um prazo de 100 anos, conseguir resolver.
Deixo claro que sou um brasileiro que gosta do Brasil, de seus pontos positivos e da maneira com alguns levam a vida com certa leveza mesmo acorrentados pelos inúmeros problemas. (até certo ponto, veja mais a frente)

Mas sejamos sinceros com a gente mesmo. Alguém tem alguma dúvida de que o problema do Brasil é a educação? Acho que não. O início de todo o câncer é a falta de ensino de base. E é por isso que eu não acredito neste país e na sua corja de malandros. Nunca teremos uma educação de base e as crianças que nascem a todo momento, filho de ventres muitas vezes sem condições para as mais básicas das necessidades, estarão desamparadas por 10, 20 anos da condição primária de conseguir competir para uma vida melhor. Lembram do que o Pelé falou em 1968? “Salvem as criancinhas”. Pois bem, mesmo sendo um cara meio trapaceiro, ele tinha razão naquela época. Se as coisas tivessem mudado desde então, teríamos hoje quarenta anos de gerações que competiria talvez com igualdade de condições com qualquer sueco, alemão ou japonês no mercado de trabalho porque podemos ser melhores. Mas isso não irá acontecer. E os anos passam. E passam. E passam. Mais uma geração foi perdida. A educação faz falta. Mas o problema não é só esse.

Somos um país sem solução porque jamais conseguiremos nos organizar de uma maneira sustentável. Somos um desastre. Não damos importância a coisas simples, mas que fazem toda a diferença como votar ou ter algum tipo de educação em público. Somos condicionados, todos os brasileiros, não só os pobres dos rincões do país, a querer ser esperto, tirar vantagem, conseguir com jeitinho. Enfim, a ser malandro. São coisas simples, mas não conseguimos fazer uma fila. Não conseguimos entrar no transporte coletivo de maneira organizada. Não jogamos o lixo no lixo. Não mijamos dentro da privada. Não respeitamos leis. Enfim, além da questão educação, princípios simples e que todos poderiam seguir sem ter que ficar 10 anos na escola para aprender são jogados dia após dia na lata do lixo, ou melhor, no chão da rua, se tratando de brasileiros. Somos um povo muito indisciplinado, talvez por ter influência de todo lugar do mundo e virar um bolo estranho no produto final.

O exemplo de que só a educação formal não basta é a Coréia do Sul. Lá a disciplina do pessoal ajudou o país a sair de um rincão de pobreza e hoje ser um dos países mais prósperos do mundo. Logicamente investiram pesado em educação, mas não foi só apenas isto que os fez bem sucedido.
Se o mesmo investimento fosse feito no Brasil, a zueira, a falta de compromisso, o comodismo e a falta de capacidade de enxergar cinco metros a frente faria toda a estratégia educacional ir por água abaixo. Somos um povo fanfarrão, para resumir. Sem comprometimento com nós mesmos.

É por isso que eu não acredito no Brasil. É por isso que não tem jeito. Mas muito mais pelo povinho que aqui habita. O Rio de Janeiro é um grande exemplo disso. Não preciso dizer porque. Então diferente daquele papinho velho que todos ouvimos falando das grandes virtudes do povo brasileiro, acho que é exatamente aí que mora o problema. Para mim o pior do Brasil é o brasileiro.