right_side

Seguidores

Mais borrifados

hipocrisia (26) Mallu Magalhães (24) brasil (15) São Paulo (13) futebol (11) globo (11) música (8) política (8) PT (6) Rede Globo (6) Rodolover (6) lula (6) malandragem (6) Olimpíadas (5) Rodolover posta aí (5) SPFC (5) corinthians (5) trânsito (5) Abercrombie and Fitch (4) Rodolover o borrifador turista (4) Subcelebridade (4) arte (4) brasileiros (4) che guevara (4) chico buarque (4) cult (4) educação (4) juventude (4) modismo (4) movimento homossexual (4) obama (4) politicamente correto (4) rodolover sumiu daqui (4) rodoponey vo te dar uma porrada (4) 3d (3) Big Brother Brasil (3) MTV (3) Rio de Janeiro (3) Rodolover Agora é espanhol? (3) Rodolover some daqui (3) Toca Raul (3) balada (3) bbb (3) borrifada (3) borrifadinhas (3) brasileiro (3) carnaval (3) cinema (3) esquerdistas (3) gosto música (3) grandes eventos (3) leis (3) los hermanos (3) marketing (3) modinha (3) paulista (3) rodolover to postando (3) rodoponoy some daqui (3) romário (3) shopping (3) sustentabilidade (3) Amy Winehouse (2) Anti-social (2) Dilma (2) Direita (2) Eleições 2014 (2) Esquerda (2) Exército (2) Formula 1 (2) Gloria do Desporto Nacional (2) Inclusão digital (2) Indy (2) MPB (2) Mallu Magalhaes (2) Metallica (2) Michael Jackson (2) Muricy Ramalho (2) Mussum (2) Natal (2) Nelson Piquet (2) NxZero (2) ONGs (2) Olimpíadas 2016 (2) Pink Floyd (2) Politcos (2) Rico (2) Rio (2) Rock (2) Rododrunk (2) Rodolover vai pra Espanha virar Pederasta? (2) Rogério Ceni (2) Rubinho (2) São Paulo FC (2) academia (2) amor (2) ano novo (2) backstreet boys (2) big brother (2) blog (2) bolados de rave (2) burocracia (2) caetano veloso (2) chatice (2) corrupção (2) crise (2) críticos (2) democracia (2) dinâmica de grupo (2) espero que o São Paulo se recupere no Brasileiro (2) essência (2) facebook (2) falsidade (2) força sindical (2) férias (2) gaúcho (2) geração (2) globo.com (2) gordas (2) jazz (2) jeitinho (2) jovens (2) justiça (2) malandros (2) medo (2) mentira (2) moda (2) morumbi (2) mulheres feias (2) mulheres frescas (2) musica ruim (2) naturebas (2) nova geração (2) novela (2) orkut (2) palmeiras (2) periferia (2) playba (2) populismo (2) povo (2) proibição (2) protestos (2) rolezinhos (2) rádio (2) samba (2) sertanejo (2) tecnologia (2) trabalho (2) turismo (2) wwf (2) Ética (2) índia (2) #VaiTerCopa (1) 1000 (1) 17 e mais (1) 2013 (1) 2014 (1) 3G (1) 500 (1) Aquecimento Global (1) Astro (1) Banda Gloria (1) Barrichello (1) Belo Horizonte (1) Beyoncé (1) Billy (1) Black Dog (1) Bohemian Rhapsody (1) Bono vox (1) Brawn GP (1) Brazil (1) Britiain's got talent (1) Bronze (1) CUT (1) Cacildis (1) Camargo Correa (1) Canadá (1) Cansei de Ser Sexy (1) Charlie Brown Jr. (1) Clodovil (1) Clássico (1) Coca-cola (1) Colírios da Capricho (1) Conspiração (1) Copa do Mundo 2014 (1) Daiane dos Santos (1) David after dentist (1) Debate Bola (1) Demônios da Garoa (1) Desenho (1) Desorganização (1) Detroit Rock City (1) Diego Hipólyto (1) Diogo Mainardi (1) Diáspora Romana (1) Dona Zuleica é o nome da Mãe do Popó (1) Doug Funnie (1) Doug Funnie bixa (1) ENADE (1) El Salvador (1) Engenhão (1) Estados Unidos (1) Exclusão social (1) Fake (1) Felipe Massa (1) Folha Online (1) Fora Sarney (1) França (1) Fresno (1) Galvão Bueno (1) Gene Simmons (1) Gilberto Gil (1) Gostosas da Globo dão a bunda sem pudor (1) Grunge (1) Heavy Metal (1) Hermes e Renato (1) Holanda (1) Inglaterra (1) JK iguatemi (1) Jacarés (1) Jack Johnson (1) Jean Willys (1) Jennifer Aniston (1) Jeremias (1) Jesus Luz (1) John Mayer (1) Jon Lord (1) Juca Ferreira (1) Justin Bieber (1) Keisha (1) Kiss (1) Kurt Cobain (1) Lei Rouanet (1) Lei Seca (1) Licitações (1) Linhares (1) Lobão (1) Locaweb (1) Lotus (1) Luciano Huck (1) Luiz Felipe Pondé (1) MS-DOS (1) MSN (1) Madonna (1) Mais Médicos (1) Mamonas Assassinas (1) Manaus (1) Marcos (1) Meio-ambiente (1) Merda (1) Mestre Tele (1) Mexicanos são feios (1) Michael Moore (1) Michel Teló (1) Movimento Passe Livre (1) Mudhoney (1) Museum (1) Myspace (1) Nacionalismo (1) Nana Gouvêa (1) Nelson Priquet (1) Nevermind (1) Nirvana (1) O talentoso Ripley (1) PSOL (1) Pacha (1) Pan 2007 (1) Parabéns Lorena (1) Parangolé (1) Paris (1) Paul Stanley (1) Pearl Jam (1) Pedro Bial (1) Perua (1) Políca Federal (1) Putaria (1) Pânico na TV (1) Quadrinhos (1) Rebolation (1) Rei do Pop (1) Ricardo Gomes (1) Rock Progressivo (1) Rodolover sai pra lá (1) Rodolover vai embora (1) Rodolover voltando (1) Rodolover volte a escrever! (1) Rodonasty e as russas (1) Rogério (1) Ronaldinho Gaúcho (1) Ronaldo (1) Rubinho Barrichelle (1) SUS (1) SWU (1) Selton Mello (1) Show me your genitals (1) Sicko (1) Simonal (1) Sintetizador (1) Snack Culture (1) Susan Boyle (1) TI (1) Tempo (1) Tenho amigos putanheiros (1) Tupiniquim (1) Twitter (1) Uniban (1) Urso polar (1) Usain Bolt (1) VMB (1) Vice (1) Victor Fasano (1) Virada Cultura (1) Wikipedia (1) World Cup (1) Xuxa (1) YouTube (1) Zeca Camargo (1) aba reta (1) acessibilidade (1) administradores (1) aeroporto (1) agência (1) alcool (1) animais (1) aniversário (1) ansiedade (1) aperto (1) artistas subestimados (1) asas (1) avião (1) bacon (1) banalização (1) bananas (1) bang (1) bebado (1) bebês (1) bla (1) blasé (1) blogueiros (1) bob marley (1) bolsa família (1) bolívia (1) borrifada maluca (1) borrifador ausente (1) borrifadores (1) borrifando (1) botafogo (1) branding (1) brega (1) briguinha (1) buffet (1) cantoras (1) caos (1) capitalismo (1) capitão nascimento (1) carioca (1) carro (1) carroceiros (1) casper (1) celebridades (1) chilli beans (1) chocolover (1) cigarro (1) classe (1) clichês (1) coca (1) coldplay (1) coletividade (1) combie (1) comunicação (1) condescendência (1) contigo (1) contradição (1) copa do mundo (1) cotidiano (1) crianças (1) crítica (1) culpados (1) death magnetic (1) deputado (1) desenvolvimento sustentável (1) diego alemão (1) dinheiro (1) dionisio (1) direitos (1) discos voadores (1) discurso vazio (1) dislexia (1) divulgação (1) drogas (1) eco 92 (1) ecochato (1) edmundo (1) egoísmo (1) elite (1) emburrece (1) emissora (1) emos (1) empregada (1) entretenimento (1) espetáculo (1) espm (1) estilista (1) estética (1) evo (1) exposição (1) extremismo (1) faap (1) fabio porchat (1) falta de classe (1) falta de paciência (1) favela (1) figurinhas (1) fim de ano (1) flamengo (1) flanelinhas (1) fluminense (1) formaturas (1) frase do Senna (1) funk (1) futebol americano (1) gal costa (1) games (1) gay (1) geeks (1) geleiras (1) google (1) grafite (1) greenpeace (1) gringos (1) gugu (1) gv (1) healthcare (1) helloween (1) hipsters (1) história (1) homer (1) homofobia (1) honda (1) humor (1) hype (1) id (1) igualdade (1) impunidade (1) incentivo fiscal (1) incompetência (1) individuaismo (1) industria fonográfica (1) informação (1) injustiça social (1) inovação tecnológica (1) internet (1) iron maiden (1) irresponsabilidade (1) irritação (1) joel (1) jon e kate + 8 (1) jovem pan (1) juliana paes (1) juscelino (1) katilce (1) king curtis (1) leci brandão (1) legado (1) lemmy (1) lepo lepo (1) liberdade de expressão (1) limitação mental (1) lindos são os passarinhos (1) live 8 (1) live aid (1) livros da fuvest (1) logos (1) loiras (1) loudness war (1) lula vieira (1) luxemburgo (1) mackenzie (1) macunaíma (1) maioria (1) mal humor (1) manifestações (1) marcelo dourado (1) marcelo tas (1) marimoon (1) mau humor (1) maus politicos (1) maísa (1) meirelles (1) melhor do Brasil é o brasileiro (1) melhores posts (1) mesmice (1) metrô (1) mondo entretenimento (1) monty phyton (1) morre (1) motorhead (1) mudar (1) musculação (1) musica boa (1) mãozinha (1) nardoni (1) natural step (1) neo-liberalismo (1) nerds (1) netinho (1) nostalgia (1) nyt (1) pablo (1) padrão de beleza (1) pais bundões (1) palhaçada (1) panda (1) paris hilton (1) patriotismo (1) paulistas (1) pc do b (1) pelé (1) pena sentimento pior (1) pessoas efusivas (1) phil barros (1) pobreza (1) poesia (1) polícia (1) ponte estaiada (1) português (1) posers (1) preconceito (1) premiação (1) promessas (1) protesto (1) psirico (1) publicidade (1) puc (1) punheta (1) qualidade (1) rabo (1) racismo (1) radiohead (1) reality show (1) record (1) red bull (1) reformulação (1) reggae (1) relacionamento (1) religiao (1) religião (1) repórteres folgados (1) respeito (1) rivalidade (1) robei o dia de alguém porque eu devia ter postado ontem (1) roberts (1) rodízio (1) roupas (1) ruas (1) saco (1) santa (1) sassaricar (1) saúde (1) selos (1) sem partido (1) semana (1) senso de humor (1) sentimentos (1) separatismo (1) serginho groisman (1) sexo oral (1) shows (1) silêncio (1) sistema de saúde (1) some daqui. (1) sos mata atlântica (1) status (1) stress (1) subúrbio (1) sucesso (1) sujeira (1) super legais (1) surf (1) telemarketing (1) torcida (1) track and field (1) transporte público (1) troca (1) tropa de elite (1) truculência (1) tráfico (1) universidades (1) vagabunda (1) vasco (1) velocidade (1) venda de CDs (1) verdade absoluta (1) vida (1) vinhos (1) violência (1) vôo (1) war (1) whatsapp (1) workshop (1) xixi no banho (1) zanola (1)
Mostrando postagens com marcador rodoponoy some daqui. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rodoponoy some daqui. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de março de 2009

Antes rivais. Agora amigos.

Gostaria primeiramente de borrifar nos nossos colunistas furões. Comprometimento zero.
Após a cornetada, hoje iremos falar de um tema mais tragável do que política, geralmente meu assunto preferido, mas já entendi que quanto mais político o tema, menos interesse do pessoal. Ridículo.

Vamos falar do que interessa: Tenho notado desde 2005 uma certa soberba dos torcedores do São Paulo. Com razão. O time foi tricampeão da Libertadores, tricampeão mundial, Campeão Paulista e três vezes campeão brasileiro.
Possui um estádio que irá alavancar as receitas do clube, que provavelmente será a sede paulista da Copa, estrutura com lojas e serviços, além de um museu espetacular lá dentro.
Diante deste cenário, vejo palmeirenses, campeões do Paulistinha, há 10 anos sem um título mais expressivo na parede. Também vejo corintianos, amargurados com as conquistas tricolores e diminuídos diante de um campeonato brasileiro no mínimo suspeito em 2005 e um rebaixamento em 2007.

Dizem que o maior clássico da capital é Corinthians e Palmeiras, por ser o mais antigo, o que supostamente tem maior rivalidade. Em contrapartida, vamos pegar os últimos clássicos. Sempre com o São Paulo, a carga de rivalidade e entrega dentro e fora de campo pareceu maior. Em 2008, os Palmeirenses jogaram gás, teve pixação fora do Palestra para hostilizar a torcida do São Paulo, em franca minoria. Em 2007, o Betão pos fim a um jejum de 4 anos do Corinthians não vencer o São Paulo. Parecia que o time sem cor tinha vencido um mundial, tamanha a vibração, emoção dos caras e repercussão da mídia claramente corintiana.

Neste mesmo ano de 2009, o simples cumprimento de uma regra do regulamento quase se transformou em um acidente diplomático entre as duas diretorias quando o São Paulo F. C. disponibilizou a carga de ingressos entre os dois clubes de apenas 10% para o Corinthians. Ao invés de entender o lado de um clube que possui um estádio e dele faz receitas e o usa a favor de sua agremiação, a diretoria corintiana inflamou os ânimos e deu a entender que o São Paulo era um time elitista, arrogante e fascista. Pegou mal. No clássico houve confusão entre os próprios corintianos, quando um dos alvinegros jogou uma bomba na própria torcida do Corinthians, querendo acertar as dependências do Morumbi, segundo consta na crônica esportiva. Refletindo profundamente, a própria diretoria do Corinthians colaborou para o revés de seus torcedores ao os inflamar contra o São Paulo durante a semana.

Tudo isso mostra claramente uma briga e rixa clara entre as duas diretorias, a verde e a preto e branca, contra o time das três cores. Isso se reflete na rua quando os torcedores tanto de Corinthians como de Palmeiras fazem questão de dizer que o maior clássico da capital é o Derby. Mas não com o objetivo de aumentar a importância deste confronto, mas sim para diminuir a importância do Choque-Rei e do Majestoso.

Pelo que dizem, há projetos de tornar o Derby em uma marca internacional e jogar fora do país, também haveria entrega de um troféu para o vencedor de Corinthians e Palmeiras, em um gesto de amizade. As duas diretorias andam em paz, como os torcedores também demonstraram em Prudente, mostrando como a rivalidade bélica ficou apenas contra o São Paulo. Não critico de forma alguma a paz nos estádios e um bom relacionamento entre as diretorias, eu apenas acho no mínimo curioso que isso apenas ocorreu porque o São Paulo incomoda e muito os “rivais históricos”. Aliás, o tricolor conseguiu fazer com que os maiores rivais, segundo eles, da capital se transformassem em clubes parceiros, enquanto o São Paulo. é hostilizado, criticado e desmerecido entre as diretorias de Palmeiras e Corinthians. Veja os clássicos em campo, a disposição que o pessoal entra contra o São Paulo parece sempre muito maior. E um tento e vitória contra os tricolores sempre é mais comemorado.

É notável o que conquistas e brilho próprio causam de reação nos outros que, pela falta de brilho próprio, tem que se unir para ver se conseguem, ao menos um pouco de destaque.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O carnaval, os brasileiros não-praticantes e o nacionalismo

O carnaval é a época mais fanfarrona do país mais fanfarrão do mundo. Espera-se então um belo colosso bebedeiras, mulheres, amigos, rodolovers e rodoponeys. Eu, muito particularmente, sou um brasileiro não muito praticante, com a exceção que eu adoro o futebol e aprecio o carnaval.
Não entendo, às vezes, o mau hábito de brasileiros em acharem que tudo o que o país produz é uma merda. Certo que é bem verdade que as músicas no carnaval são ruins, as bebidas, não as melhores e as condições de habitação e condicionamento físico, terríveis. Mas não podemos negar que se trata de uma típica manifestação saudável e legitimamente brasileira, além de agradar a gregos e troianos.
Nesse ano eu fiz um “meio-carnaval” indo para a cidade paulista de Votuporanga na segunda-feira. O esquema era “cervejada-micareta”. Pela minha vocação de ex-aluno ESPM, gostei mais da primeira parte do esquema e apenas confirmei que não gosto da segunda.
Cervejada dá para conversar com os amigos, se divertir, conhecer gente melhor, enquanto na micareta é aquela guerra, empurra-empurra e selvageria. Tenho faniquito de multidões. Talvez por isso não tenha muito sucesso nesse tipo de evento com a ala feminina, já que sou do tipo que gosta e muitas vezes, passa do ponto, na hora de conversar. Depois de todo esse soneto apenas quero dizer que dá para qualquer tipo de pessoa curtir a festa mais pagã do mundo sem cair em clichês de que “o Brasil não é um país sério” ou que o carnaval é apenas “uma forma dos brasileiros esquecerem tudo de ruim.” Acho que é cultura nacional e que se difere tanto de norte a sul que é algo a se estudar como dá tão certo, mesmo de modo diferente.
Vejo beleza nisso e não escárnio, então borrifo naqueles que pensam que são brasileiros 100% não praticantes. No fim do dia estão apenas perdendo uma belíssima oportunidade de se divertir com seus amigos e de conhecer novas pessoas.
E não pensem que eu gostar de carnaval é questão de nacionalismo, é questão de ter senso crítico para analisar o que é bom e o que é ruim, independentemente do nariz, da cultura, do continente ou da nacionalidade.

E por fim para quem fala mal de nacionalismo, ele é tão importante quanto qualquer senso de civilidade, tem a ver com raizes e com cultura. Nacionalismo é bom pois diz muito sobre como pensa, como vive e como reage um determinado povo em um contexto. Ajuda a integrar e a desenvolver nas pessoas um senso de coletividade e sociedade.O problema é quando vira xenofobia, ufanismo... E o carnaval brasileiro está longe disso...

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Bons administradores, maus politicos

No Brasil, o país dos contrastes, temos talvez um dos maiores hiatos que existem em uma sociedade e pouca gente, de fato, se dá conta disso.
As nossas universidades, por mais que estejam anos luz das grandes instituições americanas e européias levam ao mercado, logicamente não de maneira generalizada, profissionais extremamente capacitados e com a sobriedade de desempenharem bons papéis como administradores em empresas privadas. Profissionais da Fundação Getúlio Vargas, IBMEC, ESPM, USP entre outras boas escolas entram no mercado de trabalho sempre almejando serem profissionais de destaque.

Não é à toa que há mais de 20 anos os executivos brasileiros são elogiados pela maneira criativa de administrar, de liderar e se fazerem ouvir mundo a fora. Estes líderes surgem exatamente desta gama de estudantes universitários de escolas de ponta do país, em sua maioria.
O presidente mundial da Nissan é brasileiro, o presidente coorporativo da General Electric para América Latina é brasileiro, entre inúmeros outros casos de bons administradores tupiniquins que fazem sucesso no mundo. Isso sem falar nos empreendedores que construíram verdadeiros impérios como a família Diniz, do Pão de Açúcar e o Clã Morais, da Votorantim. E olha que eu nem mencionei outros inúmeros casos menos megalomaníacos.

Infelizmente este perfil de verdadeiros líderes e cérebros da administração privada não se repetem do outro lado da moeda: a esfera pública.
Não existe este grau de profissionalismo ou até mesmo uma renovação política simplesmente porque o Estado não tem o mesmo dinamismo das empresas privadas, que são cobradas pelos empregados, acionistas, opinião pública e clientes. E muito cobradas, pois se ela é mal administrada, os resultados aparecem rapidamente, ela entra em concordata e, de um dia para o outro, pode deixar milhares de desempregados e acionistas revoltados. Neste contexto, é lógico que a palavra resultados acaba sendo o norte a ser seguido. E isso, de maneira geral funciona muito bem em empresas de alto desempenho.

Já do lado público brasileiro, não existe pressão política por resultados, pois quem deveria cobrar os resultados, de maneira geral, não o fazem. Assim como os funcionários públicos também não tem pretensão ou gana de fazerem mais do que lhes é imposto, diferente do funcionário da empresa privada, ávidos por promoções e meritocracia.
No governo, a opinião pública tenta fazer sua parte (ou quase isso), mas os “clientes”, no caso o povo, não se importam com o que acontece com esta administração, afinal de contas, isso não faz parte da vida deles, não é mesmo?

Esta sociedade alheia sustenta sanguessugas que sugam cargos públicos, prefeituras e licitações suspeitas... Alavancam a corrupção e a má administração, tudo com o consentimento de muitos. O pior é que a sociedade sabe disso e finge que esquece.

Porém, ao contrário da má empresa que entra em concordata, o Estado não pode falir, mas deixa sua população à mercê de serviços públicos pífios, como vemos todos os dias na maioria das cidades brasileiras, para não dizer todas.
Enquanto os atores da administração pública não cumprirem seus papéis e não transformarem a máquina pública em uma instituição dinâmica e onde exista a meritocracia de alguma forma, estaremos sempre nos deparando com os mesmos dinossauros políticos que nos assolam.

Por fim, enquanto as boas escolas do país não abrirem os olhos para a demanda latente de bons administradores públicos, não apenas privados, continuaremos com esta triste contradição de ser um país com um potencial incrível para a formação de ótimos administradores, porém com o revés de possuirmos os piores homens públicos.