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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Faixa-a-Faixa: Jean Willys avalia Mamonas Assassinas

Para demonstrar como o Brasil ficou “mais chato” e "extremista" de uns anos para cá, vamos falar sobre como seria recebida em 2014 uma banda totalmente politicamente incorreta, que no meio da década de 90 percebeu que suas piadas e gravações de erros faziam mais sucesso do que o rock de altíssima qualidade que se propunham a tocar com o “Utopia”. Assessorados por Rick Bonadio, a banda se tornou o Mamonas Assassinas, que teve final trágico, mas jamais será esquecida por quem viveu aquela febre entre jovens, mulheres, adultos, crianças, negros, brancos, gays, heteros, avós, etc.

Com vocês, uma resenha (fictícia) do álbum dos Mamonas feita pelo Deputado Jean Willys, do PSOL, para a revista Rolling Stone (que adora esses tipos) caso os Mamonas Assassinas tivessem aparecido no Brasil apenas em 2014:

1 – 1406
Já foi difícil ouvir esse começo pesado e tenebroso, beirando ao macabro com essas guitarras pesadas, mas depois, só piorou. O grupo é formado por meninos bem nascidos em seus apartamentos de classe média de Guarulhos, região onde a grande maioria da população não vive a “realidade” desses garotos. A letra debochada, e de extremo mal gosto, é um ode ao capitalismo segregacionalista em que vivemos. Além da propaganda subliminar gratuita de vários produtos “gringos”, o grupo pela primeira vez no álbum demonstra o seu lado machista afirmando que “a pior de todas é a mulher”, que supostamente se aproveita do homem para conseguir comprar seus objetos de desejo. Tenho ojeriza a bandas brasileiras que utilizam palavras em inglês. Um assassinato à nossa cultura.

2 – Vira-Vira
Homofobia, ódio, racismo e violência contra as mulheres. Tudo isso parece fazer parte do cotidiano da burguesia de Guarulhos, como notamos nessa “música”. Em primeiro lugar, porque na suruba só há referências sobre sexo entre heterossexuais? Claramente a banda ignora a força  e a existência do movimento LGBT. “Manuel”, uma sátira depravada do honrado e respeitado povo português, afirma em uma das estrofes que “dá graças a Deus” porque a Maria foi em seu lugar. Mais uma vez a religião toma a frente da discussão sexual, e coloca a mulher abaixo do homem, como um pedaço de carne que pode ter pedaços arrancados a bel-prazer. Não bastasse isso, a banda incrimina um afro-descendente por ter arrancado o seio de Maria. Logo Maria, que dá nome à nossa lei Maria da Penha.

3 – Pelados em Santos
Na letra dessa canção podemos notar a péssima utilização da língua portuguesa pelos paulistas, justamente eles que zombam tanto do sotaque de outras regiões do Brasil, além, é claro, da utilização constante de palavras em inglês. Além disso, novamente encontramos: depreciação da figura da mulher brasileira, com a insinuação de que um homem humilde jamais terá chances com uma mulher que se recusaria a andar de Brasília e que não viajaria para a República do Paraguai. Os gritos exagerados de desespero marcam o ódio que o grupo tem ao direito da mulher de se vestir da maneira como bem entender sem que sofra o assédio masculino machista.

4 – Chopis Centis
Uma música nojenta. Toda a letra pode ser simbolizada pelos barulhos escatológicos de cuspe no início da música, que representam toda a ideologia elitista e capitalista da banda, que, além de novamente fazer propagandas subliminares a impérios do capitalismo como o McDonalds, debocha do manifesto cultural da periferia, intitulado de “Rolezinho”. Falta maturidade e cuidado da banda com a desinformação da população explorada pela máquina capitalista do sistema brasileiro, uma vez que eles incitam o povo a se endividar por meio de crediários com juros exorbitantes das Casas Bahia.

5 – Jumento Celestino
O preconceito contra o povo nordestino não é de hoje. A música do grupo burguês de Guarulhos tira sarro de uma história de dor, esforço e superação de milhares de nordestinos que abandonaram sua família para ganhar a vida em São Paulo. Hoje eles são cidadão alijados de direitos e tratados como pessoas de segunda categoria. Na letra de “Jumento Celestino” os nordestinos são acusados de “dar peidos fedorentos”, consumistas por instalarem rádios americanos em animais, cabeçudos, desrespeitosos quanto às regras de trânsito, brigões e é claro, para o paulista, todo nordestino é “Baiano”, o que ignora toda a diversidade cultural do nordeste brasileiro. Naturaliza-se a ideia de que uma pessoa negra, pobre e nordestina, eaí homossexual, é subalterna e suas chances de participar da sociedade são inexistentes.

 6 – Sabão Crá-Crá
A única música de qualidade do disco. Sabão Crá-Crá tem referências da tropicália, de Tom Zé, e de antigas cantigas de roda. Poucos realmente entendem a crítica presente nessa melodia, falando sobre como a nossa sociedade ainda vive em “castas” que não se misturam.

7 – Uma Arlinda Mulher
A discussão sobre prostituição é tratada pelos Mamonas Assassinas de maneira subjetiva, leviana e banal, com requintes de incitação à violência da mulher. A música supõe que a “mulher retirada das ruas” é extremamente ignorante um fardo para a sociedade, que jamais conseguirá exercer nenhuma função intelectual. A música ainda abre espaço para a violência contra os animais, afirmando de forma irresponsável que é legal deixar dois tigres com fome para depois dar um prato de comida e vê-los em uma luta selvagem pela sobrevivência.

8 – Cabeça de Bagre II
Um ritmo americanizado e metalizado traz uma letra idiota, onde a burguesia coloca miséria e incompreensão em segundo plano, fazendo piadas e relembrando a todo momento que o Brasil é “Tetracampeão”. Mistura frases sérias como “a política é o futuro de um país” com “cala a boca e tira o dedo do nariz”, praticamente convidando o povo a se divertir com o circo de suas músicas e do futebol ao invés de encarar discussões políticas e filosóficas. A justiça social que precisamos passa longe dos interesses dos jovens burgueses, que preferem a alienação conveniente da massa.

9 – Mundo Animal
O ódio e a violência aos animais, já encontrados em pílulas da machista “Uma Arlinda Mulher”, são regurgitados em uma música que defende com naturalidade o estupro de animais e o incesto. É necessário deixar bem claro que a liberdade sexual é muito importante, mas mesmo com animais, é preciso ter a certeza de que os bichos não estão alcoolizados e portanto o coito é consensual. O grupo se mostra preocupado com a matança desenfreada das baleias, mas se mostra conservador e reacionário ao afirmar que as baleias são melhores do que humanos, já que não traem seus parceiros, o que se trata de desinformação por parte dos músicos.

10 - Robocop Gay
Mais uma vez, o grupo se mostra imaturo e desconhecedor da sociedade homofóbica em que vivemos, que passa pela família, pelas escolas e pelo congresso nacional. Trata-se de uma música que satiriza e rebaixa a luta do movimento LGBT, mostrando os gays como verdadeiros idiotas cafonas desprovidos do mínimo de educação. A banda não se sensibiliza pela causa homossexual impedindo um avanço da cidadania. A música além de afirmar em tom de ironia que “Gay também é gente”, ataca novamente os baianos e depois caçoa do povo gaúcho, ao afirmar que eles também podem se mostrar para o Brasil com essa coisa chamada homossexualismo, que mais parece uma doença aos olhos deles. Para resumir, a música é enfraquecimento da pauta dos direitos homossexuais e dos direitos humanos.

11 – Bois Don´t Cry
Uma música brega de amor, sem nada a acrescentar na discussão ao respeito à diversidade e à pluralidade dos homens. Além disso, a letra se mostra defensora das instituições arcaicas da igreja onde um homem e uma mulher devem se manter parceiros para sempre, sem admitir a traição ou a troca de parceiros, muito menos do mesmo sexo. A falta de respeito à mulher é nítida e desagradável.

12 – Débil Metal
Uma música escabrosa, tumultuada, tenebrosa e sombria. Para jorrar o seu ódio à população brasileira o grupo se vale da língua inglesa e nas poucas palavras decifráveis é possível entender uma tentativa de manipulação da massa, ao proferir palavras de ordem para que se façam “shakes de cabeças humanas, chupadores.” Uma ideologia nazista pregando o extermínio completo dos homossexuais, gritados em palavras odiosas na língua inglesa, para que crianças e jovens aprendam desde cedo como devem tratar as diferenças.

13 – Sábado de Sol
A intolerância do grupo na faixa 13 é contra os dependentes químicos. Pessoas que sofrem diariamente com o abuso de poder das forças policiais e a falta de oportunidades em um mercado de trabalho preconceituoso e impiedoso que não dá igual acesso ao direito. Os “maconheiros” são citados de forma debochada na música.

14 – Lá vem o Alemão
A última faixa da perigosa banda paulista esculacha a estilo de música que traz alegria aos milhões de brasileiros pobres e oprimidos, o pagode. A letra faz propagandas para as marcas Sazón e Volkswagen (assim como na arte do CD). De resto, conta a história (para eles engraçada) racista de um negro pobre, que foi humilhado por uma mulher que o abandonou e preferiu ficar com um rapaz, loiro, rico e proprietário de um veículo da moda. Além disso, o grupo trata o boqueirão, bairro da cidade de Santos como uma verdadeira “merda”.

Resumo:

Como deputado, professor e militante, digo que podemos até perder a luta pelos fracos, negros, oprimidos, gays, lésbicas e excluídos, mas jamais deixarei de levantar a bandeira contra um grupo que trará tanta violência e tanto ódio para a cabeça dos jovens brasileiros. Que fará tanta gente chorar e pensar com descaso sobre pautas tão importantes no cenário homofóbico e preconceituoso em que vivemos.


* Não seja idiota, esse texto não foi escrito pelo Deputado Jean Willys, mas você acha que, se os Mamonas tivessem surgido em 2014, não teriam sofrido críticas extremistas parecidas com a do nosso excelentíssimo deputado?

terça-feira, 7 de julho de 2009

A geração frú-frú

Bom dia meus amigos. Semana passada foi aniversário do meu irmão... ele fez 14 anos e fez uma festa para comemorar. Eu tive então contato com a mulecada dentro de uma van por alguns minutos e por algumas horas na festa, obviamente, isso é o que me inspirou a borrifada de hoje.

Se você tem um(a) irmão(ã) ou namorada(o) entre 13 e 18 anos vai entender bem do que estou falando. Eu não sou e nem quero ser daqueles velhos conservadores, que acha que antigamente tudo era melhor e que hoje em dia nada presta. Mas essa geração que está vindo aí me dá pena, e me dá nojo. É impressão minha, ou os muleques são extremamente afeminados, e não é difícil você ao ver um grupo não saber distinguir qual é homem e qual é mulher ? Porque ambos passam lápis preto.

Algumas curiosidades que você pode notar:

- Os homens querem ser metidos a rebeldes e colocam piercings. Mas apenas na orelha, não tem coragem o suficiente pra colocar em outro lugar. E por ser uma geração que nasceu com a internet, utilizam de forma diferente de nós. Pode ver, essas pequenas pessoas tem sempre frases sem sentido e piadinhas internas em seu orkut e msn, e não é raro você ver fotos de screen shots de conversas de MSN sem sentido algum! Eu acho que é alguma demência mental, não consigo entender.

- Todas as mulheres são fãs de bandas frú-frú como Mcfly, Fresno e outras com rapazes claramente homossexuais. Tudo bem, na minha geração também tinha Backstreet Boys.... mas a diferença é que eu não via homens que curtiam aquilo ou se vestiam iguais!!! E o pior é que essas bandas são sinônimos de rock pra muitos deles!!! Vai dizer que você não ve uma banda “diferente” dessas todo dia na MTV ?

- Cabelos grandes. Todos os muleques tem cabelo grande, mas não styles como o dos argentinos ou da geração roqueira dos anos 80, mas sim com franjas ridículas que a gente vê esses modelos homossexuais branquelos que não pesam mais de 20 quilos usando, porque o estilista bicha mandou o maquiador viado fazer. Chapinha também é comum.

- Sempre tem no grupo, um amigo desse seu conhecido que é metido a skatista. O muleque mete um boné de aba reta e fala cheio de gíria, apesar de morar nos Jardins ou em um condomínio fechado da Zona Oeste. Você nunca vai ver ele falando de outra coisa que não seja as manobras que ele fez ou viu alguem fazer, tipo noolie, kickflip, etc. etc. Ah , esses muleques geralmente pegam as minas de 12 anos, e falam de sexo para os amigos sem nunca ter feito isso.

- Mini lesbian/puta. É comum você ver essas garotas se vestindo como verdadeiras putas, na festa do meu irmão tinha uma que estava que nem aquela estranha da novela das 8, que usa um chapéu ridículo. E não é nada estranho você ver mulheres se beijando. O homossexualismo é algo mais frequente do que você imagina nessa geração. Fora os casais que namoram a menos de 1 mês e já tem anel de compromisso.

- É impressionante como o Disney Channel teve muito mais influência sobre esse povo do que teve sobre nós. É só você ver que toda hora aparece do nada um mega grupo que vai fazer shows pra milhares de pessoas no Brasil, e você nunca ouviu falar. Tipo Jonas Brothers, Miley Cyrus, High School Musical...

- Tem um português sofrível!

As pessoas que nasceram depois de 91, 92 tem três fatores muito importantes que para mim, são um divisor de águas no que diz respeito à sua formação, e estão colocados no seu devido grau de importância:

1 – Não viram Ayrton Senna da Silva vivo.
2 – Já nasceram com a internet como parte do seu cotidiano.
3 – Pais ausentes ou então mais retardados que os filhos.

Alguém discorda?? Que outro ícone-herói-exemplo essa geração viu? Quem essa mulecada viu nesse país como alguém que acordava cedo, batalhava, se dedicava, tinha disciplina e vencia ? Ao contrário, nem os próprios pais são assim. Os pais de hoje são aqueles que provavelmente herdaram o que tem da geração de antes deles, e agora estão gastando e eu quero ver o que essa geração tem a fazer !

Ah, quero deixar bem claro que meu irmão eu tento deixar de fora dessa palhaçada! A única coisa que eu não consegui foi impedir o piercing na orelha... com um dadinho colorido!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Fazer charme de intelectual

Ninguém quer ser burro é claro. Mas que tal fazer charme de intelectual? Perceba que o certo seria: ser intelectual e fazer charme. Mas por aí, o que temos é os que fazem charme de intelectual.

Obvio que caímos naquele bom e velho clichê, de que as pessoas acham que ser intelectual é gostar de coisas que não populares, afinal a massa é burra.

E esse é o fator que diferencia tudo. Intelectual é uma pessoa culta, detentora de um grande conhecimento. Agora esses bobos de óculos quadrado retro por aí não são inteligentes, mas possuem GOSTOS diferentes.

Um Jovem que Ostenta Charme de Intelectual, ou JOCI,:concedeu uma entrevista e comentou os temas.

Ele entra na sala com sua boina. Barba por fazer, é claro, afinal ele acha efêmero se arrumar. Vestido com uma camisa por cima de uma camiseta, ele retira do bolso um maço de cigarros. Senta , e com suas calças xadrez cruza as pernas.


Borrifador: bom eu falo um tema e você fala sobre.

JOCI: Ok, devo tentar discorrer da maneira mais objetiva possível. Pretendo não ter uma reação impar ao assunto e aplicar respostas subjetivas não pertinentes ao seu material de pesquisa.

Música: ah não ouço nada que toque nas rádios. Porque gosto de músicas instrumentais, mas assim mais pop, costumo ouvir Mallu Magalhães que tem uma pegada parecida com Johnny Cash, Los Hermanos. Gosto de mpb também, acho Chico Buarque genial.

Filmes: detesto cinemark. Essas redes grandes de cinema que ficam passando filme comercial (de repente é um absurdo querer fazer filme e lucrar com isso). Prefiro ir a um cinema alternativo ver um filme húngaro.


Borrifador: Qual o último filme que você viu?

JOCI: O filme do milionário lá. Mas eu fui ver porque minha amiga que insistiu para irmos, já que havia ganhado o Oscar. (é sempre assim, eles nunca querem ver, alguém que arrasta e obriga eles, como em Laranja Mecânica)

Livro: Gosto muito de passar as tardes na livraria. Tomar um bom expresso e ficar lendo. Costumo ler Dostoiévski.


Borrifador: humm, e o que você acha do existencialismo dele, principalmente em o Jogador?

JOCI: Ah, esse eu não li. (eles nunca leram a obra que você cita, e se você fizer uma pergunta mais difícil aí complica tudo)


Borrifador: você faria academia?

JOCI: Não, detesto esse pessoal que fica todo musculoso parecendo uns trogloditas.

(JOCIs sempre criticam qualquer pessoa que não seja do grupo dele. Ai aquela patricinha, aqueles surfistinhas de marola...)


Borrifador: Mas você não acha importante uma pratica esportiva para a saúde?

JOCI: considero sim importante, mas não tenho tido tempo ultimamente.

Roupas: Não gosto muito de roupas de marca. Acho absurdo os preços, prefiro comprar tudo em brechó.


Borrifador: Você realmente se veste como um catalogo da Hering, mas e esse tênis roxo da Puma? Presente?

JOCI: Sim, como você adivinhou? Uma amiga que me deu. Ela colocou numa caixa, que quando me deu mais parecia que ela entregava a caixa de Pandora.

(essa é outra característica dos JOCIs, eles adoram fazer piadas com referências, sempre pessímas. Acham a coisa mais engraçada do mundo e preferem que você não dê risada. Porque se você não deu risada é porque você não entendeu. As piadas também são para poucos. Agora se você der risada, veja o que acontece)


Borrifador: Hahahaha.

JOCI: Você ta rindo. Ah você entendeu a piada?

Borrifador: Sim.

JOCI: Ah, sim, é que você entendeu né caixa de Pandora...


Borrifador: Sim, sim....

(JOCIs querem mostrar que sabem as coisas e vivem criando desculpas para falar.)


Borrifador: Você me disse que escreve também né?

JOCI: Sim. Veja sempre carrego esse meu caderninho que vou escrevendo meus poemas e pensamentos.

(JOCIs adoram escrever difícil. Caçam palavras do dicionário para usarem ou , pior, escrevem um jogo de palavras como: a Ama tinha uma ama que amava a ama do seu ser. Quando não escrevem , pintam ou qualquer coisa, afinal JOCI é um Artista!)


Borrifador: Obrigado pela entrevista.

JOCI: OK, diga-me eu consigo acessar pelo meu iPhone o blog de vocês?

segue um video que achei no you tube




terça-feira, 17 de março de 2009

Lá se vai um borrifador

Hoje o Brasil dá adeus a um personagem notável.

Querido, odiado, simples, arrogante, enfim, controverso, Clodovil Hernandes vai e deixa um legado de afetos e desafetos.

Foi esse caráter polêmico que permitiu que Clodovil que se destacasse não só como estilista, atividade da qual entendia, como também na televisão, na política, como cantor, ator e figurinista, atividades nas quais tem desempenho questionável.

Sempre polêmico, Clodovil foi colecionando desafetos por onde passava.

Quem não se lembra de sua eterna briga com os humoristas do Pânico, ou então sua crítica ao movimento homossexual, etc.

Ele teve em sua breve passagem na política (abreviada por um AVC) uma das votações para deputado mais expressivas... Era polêmico... autêntico... conhecido... e pro povo brasileiro parece ser o que basta para ser eleito (vide Enéas Carneiro).

Mesmo rápida, sua passagem foi memorável... Criticou, ofendeu, deu piti, bateu o pé, e mais uma vez foi adicionado à lista negra de algumas pessoas.

Por essas e outras, além de ter inúmeros "talentos" (??), Clodovil era um borrifador de primeira, e que agora, como diversos outros que foram dessa pra uma melhor, será endeusado pelo povo.

Bom... como uma imagem vale mais que mil borrifadas escritas, alguns vídeos podem mostrar melhor o lado borrifador (esse sim, um talento inquestionável).