
É sabível que a minha paciência, a sua, do universitário, do pai de família, do João Ninguém tem o seu limite. Tenho certeza que você sofre, sofreu ou sofrerá esse tipo de dor desconhecida que as musicas das rádios pop de São Paulo nos “proporcionam”. O paulistano já tem fama de usar carro e quando precisa dele tudo o que deseja é ligar o radio e ouvir alguma musica que te agrade, sei lá, algum rock, opera, sertanejo, mpb, tango, enfim, a gosto do freguês.
Em São Paulo você não tem escolha, ou você ouve as radio Pop ou fica sem ouvir nada. E quando você ouve estas estações fajutas, parece que o mundo musical acaba se dividindo em três vertentes: grupo de cantores afro descendentes norte americanos (lê-se hip hop universitário), bandas emo brasileiras e musicas eletrônicas de DJS que você provavelmente nunca lembrará o nome.
Chamo de hip hop universitário a decadência do estilo hip hop e suas vertentes. O hip hop universitário é uma mistura de cantores e cantoras afro descendentes da terra do Tio Obama que teimam em assombrar nosso momento tão divertido de dirigir um carro. Quem nunca se perguntou o porquê que eu tenho que ouvir as musicas (TODAS) do Cris Brown, Rihana, Beyonce ou do Usher toda vez q ligo radio? E não adianta mudar de estação, eles estarão lá, pode conferir. E tem radio que diz que é “a radio diferente”... ahã... só se for diferente no remix. Alias o remix é mais algo bizarro que temos que conviver. Os produtores norte americamos, malandros como eles só, mantem a melodia da musica e só trocam a letra e o cantor, pronto, tah feito uma nova musica hip hopera universitária. É isso ae, caso você ainda não foi contemplado, é só identificar um YEAH, COME ON, REMIX...
PUBLICO ALVO: funkeiros, pois a letra é similar aos funks cariocas, só está em inglês.
As bandas EMO tupiniquins talvez sejam uma das maiores pragas dos últimos tempos. Digo isso porque a MTV foi totalmente dominada pela doença EMO, onde os VJS são emos (excluindo o comediante Marcos Mion e Joao gordo), a programação é EMO, os comerciais são EMOS. Aliás quem ganha sempre os prêmios MTV awards são os EMOS. Ainda me pergunto quanto tempo teremos que agüentar estas bandinhas compostas geralmente por playboizinhos paulistanos e cariocas que, sem ter o que fazer da vida, copiam as musicas de bandas EMO estrangeiras e passam e tocá-las em português. O resultado é o que você vê aí: letras pobres + poemas baratos de amor padronizadas = abertura da malhação. Tenho fé que essa “febre EMO” termine em breve, ninguem aguenta por muito tempo filhinho de papai PUBLICO ALVO: apenas meninas de 14 a 18 anos. Digo apenas meninas, porque se tem meninos que gostam disso, estes serão meninas no futuro.
E por último e não menos fedorento temos as musicas eletrônicas, tocadas a exaustão nas rádios pop, como uma espécie de “tampão” quando o repertório de EMOS e hip hop universitário se esgota. Nem preciso salientar que esse tipo de musica pode ser feita por você em casa através de qualquer software, é só instalar. A diferença é que botam algum cantor (a) falido para dizer que é “musica”. E assim caminha a humanidade, com refrões clichês como tutz tutz tutz “I FLY WITH YOU” tutz tutz tutz “DANCE ON THE FLOOR” tutz tutz tutz “MY DREAM WILL ARISE”...
PUBLICO ALVO: boa pergunta...
E como diria o professor girafales: “Oq resta?”. Façam cds, tragam seus pendrives para o carro, instale um dvd. Alterantivas existem, não se deixa dominar. Olé o olé touro...
KIKO BOTONES é um economista simpático e agradável, no entanto perde seu tempo com muitas bobagens.